A Justiça Eleitoral multou Filipe Barros (PL) em 20 mil reais por impulsionar anúncios pagos com ofensas a Gleisi Hoffmann (PT). A decisão também proibiu novos impulsionamentos dos mesmos conteúdos no Facebook e no Instagram.
Os vídeos foram veiculados entre 11 e 13 de setembro e criticavam a candidata ao Senado por não ter participado de um debate promovido pelo jornal Plural no dia 11 de setembro. Hoffmann optou por não comparecer ao encontro para evitar que ele fosse usado em ataques contra ela.
Gastos e alcance dos anúncios
Após o debate, Barros produziu montagens com trechos do evento, manifestações de apoiadores e textos com ofensas à candidata. Conforme os dados da Biblioteca de Anúncios da Meta apresentados no processo, o candidato gastou no mínimo 23 mil reais com o impulsionamento. As peças alcançaram entre 1,65 milhão e 1,9 milhão de impressões.
Três anúncios ficaram ativos por 22 horas, enquanto outro permaneceu no ar por três horas. A desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani considerou que críticas a adversários podem ser divulgadas organicamente, mas que campanhas não podem pagar para impulsionar ataques ou propaganda negativa contra outros candidatos.
A multa foi estabelecida em 5 mil reais por anúncio, valor mínimo previsto pela legislação eleitoral. Em agosto, Barros já havia sido condenado a pagar 15 mil reais por impulsionar, em junho, três vídeos com ataques contra Hoffmann.









