O candidato ao Senado Federal por São Paulo Márcio Alves, da Unidade Popular (UP), defende a revisão da jornada de trabalho, a desmilitarização da Polícia Militar e a transição para fontes renováveis de energia. Operário, ele também critica privatizações em São Paulo e a autorização para exploração de petróleo na margem equatorial.
Em entrevista, Alves afirmou que o debate sobre a redução da jornada já deveria ter sido concluído. Para o candidato, adiar a decisão até o fim das eleições se aproxima de uma negociação política. Ele defende o fim da escala 6×1.
Na segurança pública, Alves associa a proposta de desmilitarização aos índices de letalidade policial e à percepção de medo nas periferias. “Temos a polícia que mais mata e mais morre”, disse. Segundo ele, a mudança não retiraria o armamento dos agentes, mas alteraria o modelo para uma polícia comunitária.
O candidato também criticou a militarização da Guarda Civil Metropolitana. Na avaliação dele, a corporação acaba exercendo o papel da Polícia Militar. Alves afirmou que a segurança pública não é percebida com respeito por quem vive na periferia, mas com medo, e classificou a PM como um resquício da ditadura.
Privatizações e petróleo
Alves criticou as privatizações promovidas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defendeu que Sabesp, CPTM e Enel voltem a prestar serviços de qualidade. “Nosso governador entregou nosso estado para empresários”, afirmou.
O candidato também se posicionou contra o afrouxamento do licenciamento ambiental e a exploração de petróleo na margem equatorial. Para ele, a Amazônia, considerada patrimônio brasileiro, não deveria ser submetida a esse processo enquanto o pré-sal ainda não foi explorado em sua capacidade máxima.
Alves disse que a exploração atende ao interesse de grandes corporações e criticou a orientação pelo lucro na Petrobras, que definiu como uma empresa público-privada. Como alternativa, defendeu que o país priorize a solução dos problemas climáticos por meio da geração de energia renovável.







