PERNAMBUCO — A disputa pelo governo de Pernambuco chega à reta final polarizada entre a governadora Raquel Lyra, do PSD, e o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB. Pesquisas recentes apontam vantagem numérica para Lyra, mas Campos reduziu a distância e promete uma disputa voto a voto.
A governadora tem como uma de suas principais forças a presença no interior pernambucano. A visibilidade do governo e a atuação institucional nos municípios também contribuem para sua posição na corrida pela reeleição.
Campos concentra sua principal base eleitoral na Região Metropolitana. Ex-prefeito do Recife, ele ganhou visibilidade com a experiência administrativa na capital e com forte presença nas redes sociais. O desempenho, porém, passou a ser questionado por adversários a partir da eleição de 2024, que apontaram fragilidades na gestão municipal.
Ivan Moraes, do PSOL, aparece em terceiro lugar e tenta conquistar espaço em uma eleição marcada pela polarização entre os dois principais candidatos.
Disputa por duas vagas ao Senado
A corrida pelo Senado tem cenário mais aberto e reúne diferentes grupos políticos. No campo de João Campos e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão Humberto Costa, senador pelo PT há 16 anos, e Marília Arraes, do PDT. Ela disputou o segundo turno da eleição para o governo de Pernambuco em 2022.
Raquel Lyra apoia as candidaturas de Eduardo da Fonte, do PP, e Túlio Gadelha, que migrou para o PSD, partido da governadora. Fonte tem trajetória eleitoral e estrutura política consolidadas no estado. Gadelha aproximou sua candidatura da estrutura estadual e busca espaço entre eleitores conservadores.
Mendonça Filho, ex-ministro da Educação e candidato pelo PL, tenta representar o eleitorado conservador alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O desempenho de Lyra pode favorecer seus aliados, assim como uma boa votação de Campos pode ajudar Costa e Arraes. A disputa pelo Senado, no entanto, é mais volátil, o que torna o resultado menos previsível.








