Os candidatos ao Senado por Pernambuco apresentaram propostas para reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulneráveis. Entre as ideias estão obras contra enchentes e alagamentos, reforço da Defesa Civil, investimentos em saneamento e criação de fundos para prevenção e adaptação climática.
Os pernambucanos vão eleger, no dia 4 de outubro, dois senadores para representar o estado no Congresso Nacional. A rodada de propostas foi apresentada nesta quinta-feira (17), dentro da série sobre as eleições de 2026. Os 12 postulantes que participam da disputa responderam ao tema relacionado às mudanças climáticas.
Entre as propostas apresentadas, estão a destinação de recursos federais para as barragens da Mata Sul, obras de contenção de encostas e construção de piscinões no Recife. Também foram defendidas a revisão da legislação ambiental, a criação de um fundo para proteger o solo e a água na Caatinga, o estímulo à bioeconomia e a mudança das fontes energéticas em áreas atingidas por chuvas.
Outro candidato propôs fortalecer a Defesa Civil e criar uma política nacional para retirar pessoas de áreas de risco e levá-las a regiões seguras. Para a Zona da Mata Norte, foi sugerida uma barragem destinada a proteger os municípios mais afetados pelas enchentes.
Os postulantes também defenderam investimentos do Orçamento Geral da União em drenagem, saneamento básico, habitação e barragens. Uma das propostas prevê que 5% dos recursos de emendas parlamentares sejam destinados à prevenção de desastres. Segundo o candidato, a medida poderia garantir R$ 1,9 bilhões aos municípios do Brasil. Ele afirmou ainda que Pernambuco tem 1 milhão de pessoas vivendo em áreas de risco.
Pastor Gilvan Costa, do Democrata, defendeu ampliar os recursos federais para prevenção de enchentes, deslizamentos e outros eventos climáticos, com prioridade para comunidades de baixa renda. A proposta inclui infraestrutura, sistemas de alerta e ações preventivas.
Também foram apresentadas propostas de política permanente para adaptação climática, com critérios objetivos para a aplicação de recursos públicos, e de um plano nacional de desenvolvimento urbano. A ideia, apresentada como uma retomada da Proposta de Emenda Constitucional 162, reúne habitação, saneamento, drenagem, Defesa Civil e tratamento de resíduos sólidos.
Samuel Timoteo, da UP, defendeu um Fundo Nacional de Proteção Climática, financiado pela taxação das grandes fortunas e pela suspensão do pagamento dos juros da dívida pública. Os recursos seriam usados em frentes de emergência, geração de emprego, saneamento, remoção de moradores de áreas de risco e demarcação de terras indígenas e quilombolas.
Gorett Bitu, também da UP, propôs um programa nacional de contenção dos efeitos climáticos para periferias e territórios afetados. A proposta prevê emprego, moradia e adaptação climática, com recursos obtidos por meio do não pagamento da dívida pública, de uma auditoria e de imposto sobre grandes fortunas.








