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Yara prevê primeiros bioestimulantes vivos para 2029 e avalia parcerias

Companhia mantém desenvolvimento próprio em biológicos enquanto procura empresas para possível aquisição no segmento.

Yara prevê primeiros bioestimulantes vivos para 2029 e avalia parcerias

DÜLMEN — A Yara prevê lançar seus primeiros bioestimulantes vivos em 2029, desde que os processos regulatórios sejam concluídos nos países onde os produtos forem apresentados. As soluções estão em testes em campos experimentais, enquanto a companhia trabalha para identificar micróbios de melhor desempenho e estabilizá-los por ao menos dois anos.

A pesquisa é conduzida no laboratório de biológicos da empresa em Dülmen, na Alemanha. A estrutura foi inaugurada no início do ano, com investimento de 1,5 milhão, e ocupa um andar da unidade de pesquisa e desenvolvimento.

Pesquisa e desenvolvimento

Jonas Ruhe, diretor de pesquisa e desenvolvimento de nutrição vegetal e produtos biológicos, afirmou que a Yara busca combinar os insumos biológicos com os fertilizantes convencionais. A meta é criar ferramentas agronômicas que orientem o produtor rural sobre as melhores formas de aplicação.

Atualmente, a empresa possui mais de 100 formulações de nutrientes biológicos voltadas à melhoria do desempenho das plantas e 11 formulações de bioestimulantes. Entre os desenvolvimentos recentes está um produto de aplicação foliar que aumenta a eficiência das plantas na absorção de cálcio, característica relevante para a produção de frutas de mesa. A formulação ainda aguarda aprovação.

Os produtos biológicos representam cerca de 5% das vendas da Yara. No ano passado, a companhia registrou receita de 15,7 bilhões. A categoria reúne produtos não minerais, como enzimas e microbianos.

Expansão do negócio

A companhia considera que o mercado de biológicos cresce entre 10% a 20% ao ano e apresenta margens maiores que as dos fertilizantes convencionais. Luis Torres, vice-presidente de agronomia e pesquisa e desenvolvimento, disse que a Yara analisa tanto o crescimento interno quanto a compra de empresas especializadas.

“Vamos, por enquanto, crescer organicamente até encontrar o parceiro certo”, afirmou Torres. Segundo ele, a empresa ainda não encontrou um negócio com o portfólio adequado, mas continua avaliando possibilidades de investimento.

A Yara também mantém parcerias com centros de pesquisa em vários países, incluindo o Brasil, para testar localmente as soluções desenvolvidas na Alemanha. Neste ano, os investimentos nessas parcerias devem chegar a 6 milhões, abrangendo novos produtos e a avaliação e validação de tecnologias já existentes.

Torres explicou que os testes locais são necessários porque condições específicas de cada mercado não são atendidas apenas por dados globais ou básicos. De acordo com ele, as parcerias ganharam mais espaço na Yara nos últimos cinco anos.

O centro de pesquisa também desenvolve novas composições de fertilizantes minerais. Torres afirmou que dificuldades financeiras dos produtores têm limitado a adoção de algumas tecnologias. Para ampliar a presença dessas inovações no mercado, o benefício financeiro percebido pelo produtor será determinante.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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