SLUISKIL, HOLANDA — A Yara inaugurou nesta segunda-feira (7/9) uma unidade de captura e armazenamento de carbono no complexo de fertilizantes de Sluiskil, na Holanda. Segundo a empresa, é a maior instalação desse tipo no mundo e permitirá reduzir pela metade as emissões do complexo industrial holandês.
O projeto recebeu investimento de 200 milhões de euros, iniciado há quase três anos. A unidade capturará anualmente 800 mil toneladas de carbono emitidas pela produção de amônia e fará a liquefação do gás. Depois, o dióxido de carbono liquefeito será transportado em um navio eletrificado para a Noruega.
No país, o gás será injetado em poços e armazenado no subsolo, a 2,6 quilômetros de profundidade. A operação ficará sob responsabilidade da Northern Lights, joint venture formada pelas petroleiras Equinor, Shell e ToltaEnergies.
A Yara informou que a captura poderá reduzir os custos relacionados às emissões de carbono. As emissões que ultrapassam as permissões recebidas anualmente pela empresa precisam ser compensadas com a compra de créditos de carbono no European Trade System (ETS).
A companhia também pretende oferecer os fertilizantes produzidos em Sluiskil a mercados dispostos a pagar um prêmio por produtos com baixa pegada de carbono. A produção será incluída no portfólio Yara Climate Choice, que reúne fertilizantes feitos com gás natural renovável e hidrogênio verde.
O complexo holandês produz atualmente cerca de 5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. O volume equivale a uma parte dos 20,8 milhões de toneladas de adubos prontos entregues globalmente pela empresa.
Durante a inauguração, o presidente da Yara International, Svein Tore Holsether, afirmou que a descarbonização deve estar ligada à criação de valor e à competitividade. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, também participou do evento e defendeu o uso da captura e armazenamento de carbono para alcançar as metas climáticas da Europa.








