DÜLMEN — A Yara considera que negócios ligados à economia circular, como a produção de adubos orgânicos e biochar, devem ser desenvolvidos principalmente em escala regional. A avaliação leva em conta a origem da matéria-prima, o tipo de processo e as aplicações possíveis em cada região, afirmou Luis Torres, vice-presidente de agronomia e pesquisa e desenvolvimento da empresa.
“Para os negócios de economia circular, nós vemos como um desenvolvimento bem regional”, disse Torres no centro de pesquisa e desenvolvimento da Yara em Dülmen, na Alemanha.
Investimentos regionais
A primeira iniciativa da Yara em adubos orgânicos ocorreu em 2021, com a compra da Ecolan Oy, da Finlândia. Desde então, a companhia norueguesa adquiriu participações em negócios relacionados ao segmento. A estratégia, porém, é apresentada como uma forma de diversificação regional, e não como uma aposta de alcance global.
Torres afirmou que a empresa acompanha oportunidades conforme a avaliação de cada mercado. Até agora, segundo ele, esses negócios foram considerados relevantes em nível regional. A produção de fertilizantes baseada na economia circular inclui fontes como adubos orgânicos e biochar.
Nanotecnologia no radar
A nanotecnologia também está entre as alternativas avaliadas pela Yara. A aplicação nos fertilizantes permite particionar os nutrientes em escalas nanométricas, com o objetivo de otimizar a absorção pelas plantas e reduzir o desperdício dos adubos no solo.
A FAO recomenda o uso da nanotecnologia em soluções para a agricultura ao menos desde 2010. Até agora, duas companhias produzem fertilizantes com nanotecnologia em escala comercial: a IFFCO, maior grupo cooperativo da Índia, e a indiana Ray Nano Fertilizer.
“Nós incluímos nos pipelines [de desenvolvimento]. Mas nós não temos algo agora baseado em nanotecnologia”, afirmou Torres.








