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Brasil e Rússia avaliam retomada de voos sem escalas entre os países

Governos defendem a ligação aérea, mas a operação depende de uma companhia privada e de avaliações técnicas e econômicas.

Brasil e Rússia avaliam retomada de voos sem escalas entre os países

Brasil e Rússia avaliam o restabelecimento de voos diretos entre os dois países, mas a retomada depende do interesse de uma companhia aérea privada em analisar e viabilizar a operação. Os governos afirmam ter uma posição favorável à proposta.

O embaixador brasileiro em Moscou, Sergio Rodrigues dos Santos, disse em entrevista concedida à agência TASS na segunda-feira (14) que a principal pendência está na participação do setor empresarial. Segundo ele, ainda é necessário que uma empresa assuma as etapas técnicas e organizacionais para lançar a rota.

“Ambos os governos têm uma atitude positiva em relação à questão”, afirmou o diplomata. A ligação sem escalas é apontada como uma forma de ampliar o turismo, as viagens de negócios e os intercâmbios entre universidades e instituições de pesquisa, além de facilitar a circulação de artistas.

A operação também exigiria análises sobre demanda, custos, regras do setor, segurança operacional e disponibilidade de aeronaves capazes de cumprir a distância entre Brasil e Rússia sem paradas. Rodrigues dos Santos afirmou que os dois países precisam trabalhar com as empresas nas exigências jurídicas e normativas, na viabilidade econômica e nos aspectos técnicos do serviço.

Discussão avançou em fevereiro

A proposta ganhou impulso em fevereiro, durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação. O ministro dos Transportes da Rússia, Andrei Nikitin, sugeriu a retomada da rota e afirmou que Moscou poderia oferecer condições favoráveis às companhias aéreas brasileiras.

O ministro também mencionou a preocupação de potenciais operadores com as sanções internacionais. Em março, voltou a defender o projeto e citou o fluxo anual de passageiros entre os países: “Cerca de 30 mil por ano”.

Histórico da rota

A estatal russa Aeroflot manteve uma conexão entre São Paulo e Moscou durante a década de 1990. No início, os voos faziam uma parada em Salvador para reabastecimento. A partir de 1994, passaram a ser realizados sem escalas.

Em 1999, a companhia interrompeu temporariamente o serviço. Na retomada, incluiu uma escala em Túnis, capital da Tunísia. Os voos foram encerrados definitivamente no ano seguinte.

A possível volta da ligação aérea permanece condicionada à adesão de uma companhia e à comprovação de que a rota é viável do ponto de vista técnico e econômico.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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