Arroz e carne bovina foram os itens que mais pressionaram os preços dos alimentos industriais em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo acumulou alta média de 2,70% até agosto e teve a principal influência sobre a inflação da indústria no mês.
A alta mensal dos alimentos foi de 1,99%, a maior desde novembro de 2014, quando chegou a 2,18%. Foi também a terceira elevação consecutiva do segmento. No Índice de Preços ao Produtor (IPP), que considera os valores na saída da fábrica, sem impostos e fretes, os alimentos contribuíram com 0,47 ponto percentual para o avanço de 0,36% registrado pela indústria em agosto.
Pressão sobre arroz e carne
O IBGE relacionou a alta do arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo polido ou brunido, ao aumento do preço do arroz em casca, usado como matéria-prima, além de oferta escassa e demanda forte.
Nas carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, a pressão veio da depreciação do real frente ao dólar entre julho e agosto, de 0,8%, e da demanda externa. Com os resíduos da extração de soja e as rações ou outras preparações para alimentação de animais, esses produtos responderam por 1,65 ponto percentual da alta de 1,99%. A contribuição das rações foi negativa.
O desempenho acumulado até agosto contrasta com o de 2025, quando os alimentos registravam queda de 7,70%. Em 12 meses, o resultado permanecia negativo, em -0,38%, mas em nível menos intenso que os registrados em janeiro, de -9,92%, e em julho, de -2,92%.
Além dos alimentos, as indústrias extrativas tiveram alta de 4,33% e impacto de 0,18 ponto percentual no IPP de agosto. A metalurgia avançou 2,13%.








