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Exportações aos EUA reduzem madeira para usos fora de papel e celulose em 2025

A produção caiu 9,8%, enquanto a madeira destinada à indústria de papel e celulose atingiu recorde no ano.

Exportações aos EUA reduzem madeira para usos fora de papel e celulose em 2025

A indústria de papel e celulose sustentou o desempenho da silvicultura brasileira em 2025, com produção recorde de madeira em tora e alta no valor gerado pelo segmento. O volume destinado a esse mercado cresceu 6,7%, para 130,337 milhões de metros cúbicos, enquanto o valor da produção avançou 18%, alcançando R$ 17,6 bilhões, segundo o IBGE.

Em sentido oposto, a madeira em tora destinada a outras finalidades teve queda de 9,8%, para 59,2 milhões de metros cúbicos. Carlos Alfredo Barreto Guedes, pesquisador do IBGE, explicou que os Estados Unidos estão entre os principais mercados desse tipo de produto. “Com aumento de tarifas [pelos Estados Unidos] os produtores [brasileiros] diminuíram a quantidade produzida, devido à queda na exportação”, afirmou.

As exportações brasileiras de madeira, considerando todos os segmentos, recuaram 12,3% em volume, para 7,2 milhões de toneladas. A receita dos embarques caiu 8,8%, para US$ 3,8 bilhões, conforme dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.

Menor participação no setor

A redução das vendas para os Estados Unidos acompanhou uma queda de 19,7% no volume de madeira enviado ao país. A participação americana na receita total das exportações do setor passou de 42% para 37% em 2025.

Com isso, a madeira em tora para usos diferentes de papel e celulose perdeu espaço na silvicultura. A participação recuou de 25% em 2024 para 22% no ano seguinte.

Mesmo com a retração na extração vegetal, o valor da produção florestal brasileira chegou a R$ 47,9 bilhões, alta de 6,7% em relação ao ano anterior. O valor da produção de extração vegetal caiu 3,1%, para R$ 6,899 bilhões, enquanto o da produção florestal em geral subiu 8,5%, para R$ 41 bilhões.

Área plantada

A área de florestas plantadas aumentou 4,8%, totalizando 10,381 milhões de hectares. O eucalipto avançou 6,1%, para 8,156 milhões de hectares, e respondeu por 78,6% do total.

A área de pinus teve alta de 0,1%, chegando a 1,860 milhão de hectares, o equivalente a 17,9% da área plantada. Outras espécies ocuparam 365,029 mil hectares, crescimento de 0,2% e participação de 3,5%.

O IBGE informou que os resultados mantêm uma tendência de crescimento dos produtos madeireiros em relação à extração originária de matas nativas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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