O feijão teve a maior alta acumulada entre os alimentos analisados pela Neogrid no período de dezembro de 2025 a agosto de 2026. O preço médio por quilo passou de R$ 6,36 para R$ 8,33, uma valorização de 30,9%.
Na sequência, o leite UHT acumulou alta de 29,9%. Também registraram aumento no período os legumes, com 12,6%, a farinha de mandioca, com 11,2%, e o pão, com 7,3%.
Variações em agosto
O comportamento dos preços mudou quando considerada apenas a comparação entre agosto e julho. Os legumes registraram recuo de 16,9%, a maior queda entre os itens avaliados no mês.
A carne suína também ficou mais barata: o preço médio por quilo caiu de R$ 17,11 para R$ 16,05, redução de 6,2%. Houve ainda quedas nos ovos, de 3,3%, no feijão, de 3%, e no café em pó e em grãos, de 1,2%.
O levantamento Variações de Preços: Brasil & Regiões foi realizado pela Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados voltada à gestão da cadeia de consumo. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou deflação de 0,32%. Foi a maior queda mensal do indicador desde agosto de 2022, quando o índice recuou 0,36%.
Na outra ponta, a farinha de mandioca teve alta de 5,7%, com o preço médio por quilo subindo de R$ 6,67 para R$ 7,05. O frango avançou 2,9%, de R$ 12,29 para R$ 12,66. O arroz ficou 2,5% mais caro, enquanto o molho de tomate subiu 2% e o pão, 1,8%.
Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, afirmou que “a percepção de alívio pode variar bastante de acordo com os produtos que fazem parte de sua rotina”.








