Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Brasil

Olga Rudenko diz que guerra pressiona imprensa e deixa ucranianos isolados

Jornalista do The Kyiv Independent relata riscos dos drones, pressão oficial e dependência do apoio dos leitores para manter o veículo.

Olga Rudenko diz que guerra pressiona imprensa e deixa ucranianos isolados

A jornalista ucraniana Olga Rudenko afirmou que a cobertura da guerra exige que repórteres permaneçam atentos mesmo fora das áreas de combate. Segundo ela, drones ampliaram o risco para quem apura, grava ou fotografa, porque os ataques também alcançam a retaguarda. Rudenko participou no domingo (6) da 10ª edição do Festival piauí de Jornalismo, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Durante o evento, Rudenko disse que passou o dia acompanhando as notícias antes de participar da programação. Representantes da Casa Branca haviam se reunido com Zelensky, em Kiev, para tratar do fim da guerra com a Rússia. A jornalista afirmou que sente receio de perder acontecimentos importantes quando deixa o país.

Ela também relatou uma sensação de abandono entre os ucranianos em relação ao Ocidente. “O governo Trump nos trouxe uma sensação de desencanto. No fim das contas, estamos sozinhos”, declarou.

Pressão sobre os repórteres

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, o The Kyiv Independent ainda tinha uma equipe pequena e recente. Alguns profissionais deixaram Kiev com suas famílias, enquanto Rudenko e outros colegas optaram por permanecer próximos ao front.

Antes de trabalhar no The Kyiv Independent, a jornalista esteve no Kyiv Post até 2021. Ela afirmou que o governo de Zelensky pressionou o jornal para reduzir críticas e adotar uma cobertura mais favorável às autoridades. Na avaliação de Rudenko, o governo hoje dispõe de mais instrumentos para limitar o trabalho da imprensa, inclusive com a possibilidade de retirar credenciais de repórteres e impedir seu acesso ao front.

Apesar das restrições, Rudenko disse considerar que existe mais liberdade de imprensa na Ucrânia do que jornalistas estrangeiros costumam imaginar. Para ela, essa independência foi construída por profissionais de gerações anteriores, mas permanece vulnerável.

Financiamento pelos leitores

O The Kyiv Independent é financiado principalmente por contribuições do público. A jornalista explicou que o veículo mantém contato direto com os assinantes e procura entender os motivos de cancelamentos. Os repórteres, segundo ela, cumprem duas funções: noticiar a guerra e apresentar a Ucrânia a leitores de outros países, sempre em inglês.

Rudenko afirmou ainda que ucranianos estão cansados e querem retomar suas vidas. Ela defendeu que jornais da Itália, da Polônia e de outros países europeus mostrem ao público que a guerra não é um acontecimento distante.

Também participaram do festival outros sete jornalistas. Entre eles estavam Dean Baquet, que comandou o The New York Times entre 2014 e 2022; Musikilu Mojeed, editor-chefe do Premium Times, da Nigéria; e Jeffrey Goldberg, diretor de redação da revista The Atlantic.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5