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Festival de Jornalismo reúne debates sobre política, imprensa e turbulência

Encontro na Cinemateca Brasileira teve jornalistas de sete países, discussões sobre democracia, financiamento da imprensa e perseguição religiosa.

Festival de Jornalismo reúne debates sobre política, imprensa e turbulência

O décimo Festival piauí de Jornalismo reuniu jornalistas e estudantes na Cinemateca Brasileira neste fim de semana. O evento marcou os vinte anos da revista piauí e contou com oito jornalistas de sete países, em debates sobre redações sob pressão, golpes de Estado, censura e espionagem.

A programação teve a participação de profissionais da Venezuela, El Salvador, Ucrânia, Nigéria, Índia e Estados Unidos, além de jornalistas brasileiros. O encontro também foi marcado por discussões sobre o Judiciário, desigualdade racial nas redações, memória política, financiamento de veículos e perseguição a religiões de matriz africana.

Imprensa sob pressão

No sábado, Luz Mely Reyes, do Efecto Cocuyo, contou que o Brasil foi o primeiro país para onde viajou depois de deixar a Venezuela, em 2018. O estudante João Pedro Mendes, de Campos dos Goytacazes (RJ) e da UFRJ, participou do festival pela primeira vez em São Paulo.

No Foro de Teresina, Ana Clara Costa e Celso Rocha de Barros falaram sobre a influência do Banco Master no Judiciário. Fernando de Barros e Silva participou da conversa. Em outro momento, Celso mencionou o ator Jim Caviezel e sua participação em A Paixão de Cristo e Dark Horse.

A jornalista indiana Manisha Pande, do Newslaundry, afirmou que usa o humor para aliviar o impacto das notícias. Para Dean Baquet, primeiro e único negro a dirigir o New York Times, a dificuldade de pessoas negras permanecerem e crescerem no jornal está ligada, em parte, a redes de contatos que nem sempre conseguem acessar e assimilar.

Baquet também foi questionado sobre um episódio em que teria perfurado uma parede com um soco durante um momento de emoção na redação. “Foi só uma parede”, respondeu.

Memória e modelos políticos

No domingo, o jornalista salvadorenho Carlos Dada disse que a chamada “receita Bukele” inclui a comunicação com os jovens. Ele relatou ainda uma conversa com um empresário brasileiro que defendia a adoção, no Brasil, do modelo de combate ao crime associado ao presidente de El Salvador.

Ao comentar Rakudianai, artigo publicado em 2011, Persio Arida criticou a Lei da Anistia. “Quando você apaga a memória, os fantasmas surgem novamente”, afirmou, em referência ao debate sobre o Oito de Janeiro.

O nigeriano e iorubano Musikulu Mojeed, do Premium Times, relatou surpresa ao saber que religiões de matriz africana também são perseguidas no Brasil por fundamentalistas religiosos. Olga Rudenko, do The Kyiv Independent, explicou que o veículo obteve mais recursos com assinaturas do que com ofertas de dinheiro feitas por alguns oligarcas.

Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic, participou da programação após receber um shot de cachaça da produção. O festival terminou no domingo, depois de dois dias de debates e encontros entre profissionais e estudantes de jornalismo.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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