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Festival debate pressão sobre jornalistas e investigação ambiental

Documentário e debates em São Paulo abordaram ataques à imprensa, solidariedade internacional e apurações sobre meio ambiente.

Festival debate pressão sobre jornalistas e investigação ambiental

O Festival piauí de Jornalismo exibiu, no sábado (5), o documentário Defendendo o futuro da mídia, produzido pelo Instituto Internacional de Imprensa (IPI). O média-metragem aborda restrições à liberdade de expressão e ofensivas contra jornalistas na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.

A exibição ocorreu na Cinemateca Brasileira e foi seguida por um debate com a jornalista ucraniana Olga Rudenko, editora-chefe do Kyiv Independent, e Carlos Dada, cofundador do site El Faro. A conversa foi mediada por Paula Miraglia, cofundadora da Gama Revista e do Nexo Jornal e conselheira do IPI.

Rudenko afirmou que a forma como a imprensa é tratada nos Estados Unidos pode abrir espaço para ataques ainda mais graves em democracias menos estáveis. O documentário também apresenta críticas de líderes como Vladimir Putin e Javier Milei ao exercício livre do jornalismo.

Jornalismo sob pressão

Márton Gergely, editor-chefe do Heti Világgazdaság (HVG), falou sobre a repressão promovida por Viktor Orbán na Hungria e afirmou: “Não é possível construir a máquina de propaganda perfeita.” O veículo está entre os poucos que sobreviveram à pressão no país. Nas eleições de abril deste ano, Orbán foi derrotado por Péter Magyar, do partido de oposição Tisza.

Questionados sobre os motivos para continuar no jornalismo apesar dos riscos, Dada disse que trabalha para tornar mais difícil a vida de autocratas. Rudenko declarou: “Eu não sei a que outra coisa eu poderia doar a minha vida neste momento”. Os dois também destacaram a importância do apoio internacional para a continuidade do trabalho jornalístico.

Depois do debate, Maria Rosa Darrigo, gerente do Pulitzer Center, Veronica Goyzueta, fundadora do portal Sumaúma, e Flávio Ferreira, repórter especial da Folha de S.Paulo, ministraram uma oficina de jornalismo investigativo ambiental.

Os participantes defenderam apurações aprofundadas sobre questões ambientais e ressaltaram o uso de bancos de dados combinado à apuração com personagens. Para eles, essa abordagem amplia a profundidade do debate público e dificulta a contestação de políticos e grupos contrários à divulgação das informações.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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