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Jornalista ucraniana relata riscos e pressão sobre a imprensa durante a guerra

Olga Rudenko afirmou que drones ampliaram os riscos para repórteres e que o governo pode restringir o trabalho na linha de frente.

Jornalista ucraniana relata riscos e pressão sobre a imprensa durante a guerra

A guerra na Ucrânia tornou imprevisível a segurança de jornalistas, inclusive fora da linha de frente, afirmou Olga Rudenko, editora-chefe do jornal digital The Kyiv Independent. Segundo ela, drones fazem com que nenhum local seja totalmente seguro para reportagens, vídeos ou fotografias.

Rudenko participou no domingo, September 6th, da 10th edição do piauí Journalism Festival, realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Durante a conversa com os jornalistas Ana Clara Costa e João Batista Jr., ela disse que bombardeios atingem também áreas de retaguarda. Em alguns casos, repórteres precisam deixar suas casas após explosões e sirenes para registrar o que ocorre nas ruas.

Pressão do governo e cobertura da guerra

O The Kyiv Independent publica diariamente notícias sobre a Ucrânia em inglês. O jornal foi criado em 2021 por Rudenko e outros profissionais que haviam sido demitidos do Kyiv Post. Eles deixaram o veículo depois de se recusarem a reduzir as críticas ao presidente Volodymyr Zelensky, conforme a exigência do proprietário, o empresário Adnan Kivan, que morreu.

Quando as tropas russas invadiram a Ucrânia, em 2022, a redação ainda era pequena e recente. Parte dos jornalistas saiu de Kyiv com as famílias, enquanto outros, entre eles Rudenko, permaneceram próximos às áreas de combate.

A jornalista também relatou que o governo de Zelensky pressionou o Kyiv Post para tornar a cobertura menos crítica e mais favorável às autoridades. Hoje, segundo ela, o governo dispõe de mais mecanismos para limitar o trabalho dos repórteres. Entre eles está a possibilidade de revogar credenciais e impedir o acesso à linha de frente quando uma reportagem prejudicar a imagem da Ucrânia.

Apesar das restrições, Rudenko avaliou que a liberdade de imprensa no país é maior do que muitos colegas estrangeiros imaginam, embora esteja vulnerável. Ela afirmou ainda que ucranianos se sentem abandonados pelo Ocidente e pela Europa.

Financiamento e papel do jornal

O The Kyiv Independent é financiado principalmente pelo apoio dos leitores. A publicação mantém contato direto com os assinantes e procura saber por que uma pessoa cancelou a assinatura.

De acordo com Rudenko, o interesse pelo jornal está ligado ao trabalho de cobrir a guerra e, ao mesmo tempo, explicar a Ucrânia ao público de outros países, sempre em inglês. Ela defendeu que jornais da Itália, da Polônia e de outras partes da Europa ajudem a mostrar que o conflito não é um acontecimento distante.

O tema central do festival foi a atuação de diretores de redação em períodos de turbulência. Também participaram Dean Baquet, que comandou o The New York Times de 2014 a 2022; Musikilu Mojeed, editor-chefe do Premium Times, da Nigéria; e Jeffrey Goldberg, editor-chefe do The Atlantic.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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