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TSE mantém suspensão de atos de campanha de Deltan Dallagnol por 4 votos a 0

Maioria do tribunal proibiu propaganda, debates e uso de recursos eleitorais, mas candidatura ao Senado ainda será analisada.

TSE mantém suspensão de atos de campanha de Deltan Dallagnol por 4 votos a 0

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta segunda-feira, 21, para manter a suspensão dos atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo-PR), candidato ao Senado pelo Paraná. O placar está em 4x0, com votos de Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva.

Ainda faltam os votos de três ministros, entre eles o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. O julgamento ocorre em formato virtual.

A suspensão foi determinada no sábado, 19, por uma decisão liminar de Floriano de Azevedo Marques e depois encaminhada ao plenário da Corte. A medida impede Dallagnol de veicular propaganda eleitoral gratuita, participar de debates, realizar atos de campanha e usar ou receber recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

A decisão não interrompe a candidatura ao Senado. O registro de candidatura ainda será analisado pelo TSE.

Contestação da defesa

Em nota, Dallagnol afirmou que o julgamento começou antes de sua defesa ter acesso ao processo e criticou a participação de Dias Toffoli. “Uma campanha suspensa sem a defesa poder se manifestar, sem contraditório”, escreveu.

O candidato também alegou que o processo estava sob sigilo e que sua defesa não pôde questionar a participação do ministro. As críticas foram apresentadas na manifestação divulgada por Dallagnol.

A decisão do TSE ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) liberar, no início de setembro, o registro de candidatura. O entendimento do tribunal regional contrariou uma decisão do TSE de 2023, quando Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal após a cassação de seu registro.

Na ocasião, o TSE entendeu que houve fraude à lei no pedido de exoneração do cargo de procurador da República, feito em novembro de 2021. Dallagnol era investigado por procedimentos disciplinares internos no Ministério Público Federal.

O TRE-PR considerou, no julgamento mais recente, que a inelegibilidade não seria mais aplicável porque os procedimentos disciplinares não se transformaram em processos administrativos disciplinares formais. Com isso, liberou a candidatura.

Ao suspender os atos de campanha, Floriano de Azevedo Marques afirmou que não havia novas circunstâncias para reabrir a análise do caso, pois os fatos apresentados pelo TRE-PR já haviam sido considerados no julgamento de 2023.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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