A expectativa por novas pesquisas eleitorais e a reação dos mercados ao recuo do petróleo orientaram os negócios do Ibovespa nesta segunda-feira (21). O índice terminou o pregão aos 186.595,60 pontos, com alta de 0,74%, próximo da marca de 187 mil pontos.
O movimento acompanhou a maior procura internacional por ativos de risco. O EEM, maior ETF de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,69%. Para Júlio César de Paula, gestor de renda variável na Selo Capital, a queda do petróleo veio após a Arábia Saudita sinalizar que poderia disponibilizar barris para reduzir os impactos sobre a oferta da commodity, depois de ataques árabes contra os Houthis no Iêmen.
Guilherme Miranda, head de Execução e Trading da Angatu Private, afirmou que a retração do petróleo pode reduzir a inflação e levar ao fechamento das curvas de juros, favorecendo os ativos de risco.
Ações que limitaram a alta
A queda da commodity também reduziu a exposição dos investidores à Petrobras, porque preços menores tendem a significar margens menores para a empresa. As ações da companhia recuaram 0,99% na classe ON e 1,03% na PN. A Vale caiu 1,12%, contribuindo para conter o avanço do Ibovespa.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou informações sobre o plano econômico de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Entre as propostas está o fim de impostos anunciados no governo do presidente Lula (PT).
As propostas dos candidatos à Presidência ganharam peso nas decisões dos investidores, que aguardam novos levantamentos de intenção de voto nesta semana. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, disse que pesquisas recentes reforçam o favoritismo de Flávio Bolsonaro e ajudam a melhorar as perspectivas fiscais. Ele citou ainda a queda das taxas longas e a melhora dos ativos de risco no mercado local.








