O movimento das ações da Petrobras e a reação dos mercados às declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, definiram a sessão do Ibovespa. O índice fechou em baixa de 0,51%, aos 185 mil pontos, com 185.547,66 pontos, após uma sequência de ganhos dos papéis da companhia e em um dia de recuo do petróleo.
A queda ganhou força durante a tarde, quando Warsh falou sobre a preocupação com a inflação. As bolsas dos Estados Unidos também ajustaram suas posições após as declarações. O Ibovespa já passava por um movimento de correção antes da aceleração das perdas.
Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, a decisão do Fed ficou dentro do esperado, mas trouxe sinais inclinados à alta dos juros. “O Fed com certeza começou o seu esforço máximo contra a inflação”, afirmou. Na avaliação dele, esse posicionamento pode indicar o início de um ciclo de aumentos na taxa de juros norte-americana.
Eleições no radar
Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, disse que os investidores passaram a absorver a reação negativa inicial e seguem à espera de novas pesquisas eleitorais e de desdobramentos da disputa no Brasil.
As apostas em uma alternância de poder continuam influenciando a exposição a ativos de risco. A expectativa de parte dos investidores é que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) represente maior compromisso com a austeridade fiscal.
Luis Fernando Cezario, economista-chefe da Asset1, afirmou que fatores externos e domésticos estão influenciando os preços dos ativos. Entre os elementos internos, citou as probabilidades atribuídas à eleição e o ambiente de escândalos envolvendo o Banco Master e figuras importantes nos Três Poderes. Para ele, esse quadro produz uma percepção de crise generalizada prejudicial à avaliação do governo.








