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Petróleo e Petrobras levam Ibovespa a fechar o dia com ganho de 0,54%

Bolsa brasileira encerrou aos 186.502,64 pontos, enquanto investidores acompanharam o STF e aguardaram decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Petróleo e Petrobras levam Ibovespa a fechar o dia com ganho de 0,54%

A alta de 2,9% do petróleo Brent ajudou as ações da Petrobras a conduzir o Ibovespa ao avanço de 0,54% nesta terça-feira (15), aos 186.502,64 pontos. O índice interrompeu uma sequência de duas quedas, oscilou entre 187.650,53 pontos e 185.055,57 pontos e movimentou R$22 bilhões.

O Brent terminou cotado a US$108,75. A valorização ocorreu em meio a notícias de suspensão de carregamentos no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, e de interrupção de operações em três campos na Líbia.

STF concentra atenções do mercado

Além do movimento das commodities, investidores acompanharam uma audiência no Supremo Tribunal Federal sobre uma petição relacionada a mensagens trocadas pelo ministro Alexandre de Moraes e pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A análise envolveu relatório divulgado pelo ministro André Mendonça. Vorcaro está preso, acusado de fraudes financeiras e outros crimes. Durante a sessão, os ministros votaram pela unificação dos casos relacionados a Moraes e Mendonça e pela designação de um novo relator.

A petição que envolve Mendonça estava prevista para ser analisada no dia 23. O caso trata da alegação de Moraes de que o colega teria cometido abuso de poder e crime de responsabilidade no caso Master.

William Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, afirmou que a alta da Petrobras, acompanhando o petróleo no exterior, foi o principal fator de sustentação do índice. Para Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o julgamento elevou a incerteza política e a volatilidade.

Juros e desempenho das ações

A expectativa também se voltou para as decisões de juros previstas para quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil. Economistas estimam corte da Selic para 13,75% ao ano e aguardam sinais sobre os próximos passos do Copom.

Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,45%. A sessão foi marcada pela alta dos rendimentos dos Treasuries e por preocupações relacionadas à inteligência artificial antes da decisão de política monetária nos Estados Unidos.

Na B3, PETROBRAS PN subiu 3,09% e PETROBRAS ON avançou 3,63%. PRIO ON ganhou 2,77%, enquanto BRAVA ENERGIA ON valorizou-se 0,9%. PETRORECONCAVO ON terminou estável.

ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,76%. BRADESCO PN caiu 0,71%, SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,99%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 0,36% e BTG PACTUAL UNIT baixou 0,46%.

VALE ON cedeu 1,17%. Entre as empresas de mineração e siderurgia, GERDAU PN avançou 3,15% e USIMINAS PNA ganhou 3,27%. CSN ON caiu 2,2% e CSN MINERAÇÃO ON recuou 0,96%.

AZZAS 2154 ON teve queda de 2,98% e fechou a R$15,30. A ação chegou a R$18,28 na máxima intradia do mês, no dia 8, e ainda acumulava valorização de quase 3% em setembro.

Fluxo estrangeiro e cenário eleitoral

Dados da B3 mostraram a primeira sessão com saldo negativo de estrangeiros no mês no último dia 11. Mesmo assim, setembro acumulava entrada líquida de R$7,3 bilhões, contra R$7,4 bilhões até o dia 10.

Pesquisa do Bank of America com gestores da América Latina mostrou que 73% dos participantes projetavam o Ibovespa acima de 180 mil pontos no fim do ano, ante 34% em agosto. Outros 46% viam possibilidade de o índice alcançar 200 mil pontos ou mais.

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno: 47,3% contra 40%. Na pesquisa anterior, Lula tinha 48% e Flávio, 39%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Apesar do cenário, apenas 30% dos entrevistados pelo Bank of America disseram que aumentariam a exposição a ações nos níveis atuais antes das eleições. Os demais prefeririam esperar uma correção dos preços ou uma definição maior do cenário político.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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