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Real resiste à pressão externa e dólar termina o dia a R$ 5,1514

Moeda americana recuou 0,07% mesmo com a sinalização de juros mais altos nos Estados Unidos; eleições e fluxo cambial influenciaram o real.

Real resiste à pressão externa e dólar termina o dia a R$ 5,1514

O real ficou entre as moedas de melhor desempenho no mercado internacional nesta quarta-feira (16), ao lado do peso chileno, enquanto o dólar perdeu força no fim dos negócios e encerrou o dia cotado a R$ 5,1514. A queda foi de 0,07%.

A moeda americana chegou a subir durante a tarde, acompanhando o avanço do dólar no exterior após a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A máxima no mercado à vista foi de R$ 5,1664, e a mínima, registrada pela manhã, ficou em R$ 5,1372.

Operadores associaram o desempenho do real à perspectiva de aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, conforme apontavam trackings eleitorais. Reginald Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, afirmou que as expectativas para a eleição presidencial têm pesado mais sobre a moeda brasileira do que o ambiente externo.

A sustentação do petróleo acima de US$ 100 também ajudou o real, apesar de as cotações da commodity terem recuado mais de 3% no dia. Dados do Banco Central brasileiro mostraram ainda melhora do fluxo cambial na segunda semana de setembro, reduzindo pressões sobre a divisa.

Nos três primeiros pregões da semana, o dólar acumula alta de 0,51% ante o real. Em setembro, a moeda recua 0,55%, depois de subir 2,16% no mês passado. No ano, a queda chega a 6,15%.

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. As projeções dos dirigentes do banco central americano indicam crescimento maior, desemprego menor e inflação acima da meta. Doze dirigentes projetam juros entre 4% e 4,25% no fim de 2026, o que representa uma alta adicional de 0,25 ponto ainda em 2026.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou tom duro na entrevista coletiva e disse que, com a economia fortalecida e uma situação “mais ou menos de pleno emprego”, o banco central pode se concentrar no combate à inflação. Para Rai Chioli, estrategista-chefe da Monte Bravo, a autoridade monetária tende a reduzir o grau de acomodação dos juros.

O índice DXY, que acompanha o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,65% perto do fim da tarde, a 100,265 pontos, após superar 100,300 pontos. A taxa da T-note de 2 anos avançou mais de 15 pontos-base e chegou a 4,73%. A ferramenta do CME Group indicava chances de quase 90% de nova alta de 0,25 ponto porcentual até o fim do ano.

No Brasil, o mercado esperava que o Comitê de Política Monetária anunciasse novo corte da Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano. Para Michael Pfister e Norman Liebke, do Commerzbank, essa redução já está totalmente precificada e deve ter impacto limitado no câmbio. Um sinal do Banco Central sobre eventual interrupção do ciclo de cortes seria mais relevante para o real, segundo os analistas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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