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Dólar encerra em R$ 5,1045 após quatro sessões de queda

Moeda recuou 0,08% nesta quinta-feira, em meio à acomodação do mercado local e ao enfraquecimento do dólar no exterior.

Dólar encerra em R$ 5,1045 após quatro sessões de queda

O dólar à vista fechou a quinta-feira (3) em queda de 0,08%, a R$ 5,1045, após oscilar entre R$ 5,0705 e R$ 5,1137. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa, em um movimento de acomodação depois da queda de R$ 5,19 para R$ 5,10 desde 28 de Agosto.

Na semana, a moeda acumula perda de 1,77%. Nos três primeiros pregões de Setembro, a baixa chega a 1,46%. Em Agosto, o dólar havia subido 2,16%.

A movimentação acompanhou o enfraquecimento da moeda americana no exterior, com a redução das apostas em uma alta de juros nos Estados Unidos em setembro. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, ficou abaixo dos 99,000 pontos e rondava os 98,960 pontos perto do fim da tarde, depois de atingir mínima de 98,831 pontos.

Eleições e fluxo estrangeiro

O mercado local também passou por ajustes diante das expectativas para a corrida eleitoral. Havia expectativa pela divulgação de uma pesquisa Datafolha, que poderia confirmar um empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, quadro também indicado pela Pesquisa Futura divulgada à tarde.

Para Nicolas Gomes, analista de câmbio da Manchester Investimentos, o cenário eleitoral mais acirrado tem sido incorporado aos preços. “Isso aumenta a percepção de possível maior disciplina fiscal em 2027”, afirmou. Segundo ele, o real se valorizou, mas apresentou forte oscilação durante a sessão.

Cristiano Oliveira, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Banco Pine, disse que houve retorno do interesse estrangeiro por ações brasileiras nos últimos dias de Agosto, depois de uma saída expressiva ao longo do mês. “Houve uma melhora do humor com o cenário eleitoral doméstico e alguma recuperação do interesse por ativos latino-americanos”, afirmou.

Oliveira mantém projeção de câmbio médio de R$ 5,11 neste ano e de R$ 5,15 em 2027. O real aparece com o segundo melhor desempenho entre as moedas de mercados emergentes neste início de mês, atrás apenas do peso Colombiano.

Cenário externo

O iene se valorizou mais de 2%, com as expectativas de alta de juros pelo Banco do Japão e rumores de intervenção cambial. Na véspera da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, Christopher Waller, do Federal Reserve, reduziu as apostas em aperto monetário neste mês.

O Goldman Sachs avaliou que o Federal Reserve deve permanecer em espera, embora uma alta de juros ainda seja possível caso os dados de inflação ao consumidor e ao produtor superem as projeções. O banco também afirmou que o ambiente global tende a sustentar operações de carry trade com moedas emergentes.

A instituição alertou, porém, que o real pode ser afetado por uma alta das taxas longas nos Estados Unidos e pelo aumento dos ruídos domésticos relacionados às eleições.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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