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Ibovespa avança 0,24% com alta de ações emergentes no exterior

Índice terminou aos 185.992,03 pontos, apesar do impacto fiscal do reajuste do Bolsa Família e do recuo nos minutos finais.

Ibovespa avança 0,24% com alta de ações emergentes no exterior

A alta de quase 2% do EEM, principal ETF de ações emergentes negociado em Nova York, ajudou a sustentar o Ibovespa nesta sessão. O índice fechou com valorização de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, depois de alcançar 186.885,23 pontos e perder parte do avanço no fim do pregão por causa de um ajuste.

O ambiente externo compensou a reação inicial negativa ao anúncio do reajuste do Bolsa Família, que terá impacto fiscal relevante a partir do ano que vem. Na avaliação de Eduardo Gonçalves, portfólio manager da Aurum Wealth Management, o programa pressionou a percepção sobre as contas públicas, mas o comportamento dos mercados internacionais deu suporte aos ativos brasileiros.

“O aumento de juros pelo Federal Reserve na quarta foi digerido e vemos as Treasuries caindo lá fora”, afirmou Gonçalves.

Ações e desempenho do índice

A maior parte dos papéis das maiores empresas da B3 terminou em alta. A Petrobras ficou perto da estabilidade, mesmo com a queda do petróleo, enquanto a Vale avançou mais de 2%. O giro financeiro do pregão foi de R$ 18 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumula queda de 0,65%. No mês, porém, registra ganho de 4,83%, enquanto a alta no ano chega a 15,4%. O otimismo relacionado às eleições continua entre os fatores associados à valorização do indicador.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, classificou o reajuste de 15% do Bolsa Família como uma notícia pontual. Ele também destacou a importância das pesquisas eleitorais, que mostram ganho de força de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Investidores associam a chapa de Flávio a uma possibilidade maior de política fiscal mais austera.

Bruno Corano, economista e CEO da Corano Capital, lembrou que Jair Bolsonaro, então presidente, também elevou o benefício na reta final da última eleição presidencial, mas perdeu a disputa. Para ele, o episódio sustenta a avaliação de que o aumento do Bolsa Família, isoladamente, não garantiu o efeito eleitoral esperado. Grande parte dos beneficiários já integra tradicionalmente a base eleitoral do presidente Lula.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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