O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 46% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17. Os índices são iguais aos do levantamento do dia 11 e configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
No confronto, 8% dos entrevistados disseram votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos dois. Os indecisos somaram 1%. O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Outros cenários
Entre as cinco simulações testadas, o escritor Augusto Cury (Avante) foi o único a empatar numericamente com Lula. Os dois aparecem com 44%. O presidente oscilou de 45% para 44%, enquanto Cury passou de 43% para 44%. Brancos, nulos e nenhum dos dois ficaram em 10%, e os indecisos variaram de 2% para 1%.
Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula manteve 46% e o adversário oscilou de 41% para 42%. A diferença caiu de cinco para quatro pontos porcentuais, no limite do empate técnico. Brancos, nulos e nenhum registraram 10%, e os indecisos, 2%.
Na disputa com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula passou de 48% para 49%, enquanto Zema permaneceu com 39%. Brancos, nulos e nenhum ficaram em 11%, e os indecisos, em 2%.
Já diante do influenciador Renan Santos (Missão), Lula oscilou de 48% para 47%, e Santos avançou de 37% para 38%. A distância diminuiu de 11 para nove pontos porcentuais. Brancos, nulos e nenhum passaram de 12% para 13%, enquanto os indecisos permaneceram em 2%.
As entrevistas foram realizadas nos dias 15 e 16 de setembro, após uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Na sessão de terça-feira, 15, o placar sobre a análise conjunta dos casos de Moraes e André Mendonça ficou em 4 a 3. A discussão foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino.








