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Vale puxa baixa do Ibovespa, enquanto pesquisas eleitorais elevam cautela

Índice caiu 0,91%, para 185.500,88 pontos, em sessão marcada por perdas de mineradoras e atenção ao cenário político.

Vale puxa baixa do Ibovespa, enquanto pesquisas eleitorais elevam cautela

A queda de ações ligadas à mineração e à siderurgia levou o Ibovespa a fechar a segunda-feira (14) em baixa de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice chegou a marcar 183.813,36 pontos na mínima e 187.320,96 pontos na máxima. O volume financeiro somou R$24,4 bilhões.

A Vale ON recuou 3,48%, acompanhando a baixa dos contratos futuros de minério de ferro na China. No mesmo segmento, Usiminas PNA caiu 4,74%, CSN ON perdeu 4,65% e Gerdau PN cedeu 3,98%.

Pesquisas eleitorais no radar

As pesquisas divulgadas antes da abertura do mercado também concentraram a atenção dos investidores. O levantamento BTG/Nexus mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto no primeiro turno, ante 39% na semana anterior. Flávio Bolsonaro passou a registrar 37%, contra 35% no levantamento anterior.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula apareceu com 47%, ante 45% na pesquisa anterior, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 46%. O resultado indicou empate técnico.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 40% em um possível segundo turno. Na rodada anterior, os dois tinham 41% e permaneciam em empate técnico.

O Nexus ouviu 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A Quaest também entrevistou 2.003 pessoas, entre os dias 10 e 13 de setembro. Para estrategistas do JPMorgan, a eleição presidencial brasileira de 2026 é o principal catalisador doméstico para os ativos brasileiros neste ano. A avaliação é que a disputa mais apertada pode reforçar a volatilidade dos mercados no período eleitoral.

STF e Banco Master

Os investidores também acompanharam os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal e a retirada de sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master. O ministro Flávio Dino retirou no domingo o sigilo do caso que apura possível desvio de emendas parlamentares para a realização do filme “Dark Horse”. Ele determinou ainda que a Polícia Civil de São Paulo encaminhe à Polícia Federal o material reunido nas investigações.

Na terça-feira, o STF analisará o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master. A petição se refere a um relatório da Polícia Federal que relaciona Moraes e outras autoridades a condutas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas próximas a ele.

Exterior e ações

No mercado internacional, declarações sobre os riscos do uso indevido da inteligência artificial pressionaram as bolsas. Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defendeu no sábado que as empresas reduzam o ritmo de avanço dos modelos. A posição recebeu apoio de Elon Musk, da xAI, e de Sam Altman, da OpenAI. Donald Trump afirmou que os Estados Unidos já têm medidas de segurança para regulamentar e processar judicialmente empresas de IA.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,48%. O petróleo Brent encerrou o dia com alta de 1,02%, a US$105,68, depois de ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação chegou a subir quase 5%, mas perdeu força após Trump afirmar que o Irã queria chegar a um acordo com Washington.

Entre as ações, Petrobras PN caiu 0,16%. Itaú Unibanco PN recuou 0,89%, Bradesco PN perdeu 1,4%, Banco do Brasil ON baixou 1,65% e Santander Brasil Unit cedeu 0,82%.

MRV&CO ON caiu 3,31%, enquanto o índice imobiliário da B3 recuou 1,73%. Na direção oposta, Totvs ON avançou 4,34%, Hypera ON subiu 3,38% e Ambev ON ganhou 1,6%. Analistas do Itaú BBA elevaram o preço-alvo da Hypera de R$32 para R$33 e reiteraram recomendação “outperform”.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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