Guilherme Theophilo, candidato do Novo ao Senado pelo Ceará, afirmou que pretende trabalhar pela destituição de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. Em entrevista exibida nesta sexta-feira (4), ele também defendeu um país sem jogos de azar, aborto e drogas.
Theophilo criticou o que classificou como interferência entre os Poderes e disse que essa é uma das posições do Partido Novo. O impeachment de ministros do STF é uma atribuição do Senado Federal, que pode processá-los e julgá-los por crimes de responsabilidade.
“um não pode interferir no outro, que é o que está acontecendo agora”, afirmou o candidato, ao comentar a relação entre Legislativo, Executivo e Judiciário. Ele também declarou que os integrantes do Novo são poucos, mas trabalharão para aprovar propostas que consideram importantes para o Ceará e para o país.
Na entrevista, Theophilo se apresentou como integrante da direita conservadora e defendeu medidas voltadas à valorização da família e dos valores nacionais. “um país livre de jogos de azar, livre do aborto, livre das drogas”, disse.
Trajetória
Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro e foi para Fortaleza com a família quando tinha três meses de vida. General do Exército, é graduado em processamento de dados e pós-graduado em engenharia de sistemas.
Ele comandou o 10º Grupo de Artilharia de Campanha, em Fortaleza, e foi assistente do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em Brasília. Em 2018, disputou o governo do Ceará pelo PSDB.
Theophilo também ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) durante o governo Bolsonaro, sob gestão do então ministro Sérgio Moro, e permaneceu no cargo até 2020.
O Senado Federal é formado por 81 parlamentares, com três representantes por estado. Duas das três vagas do Ceará serão renovadas este ano. Os senadores participam da elaboração e da aprovação de leis, analisam mudanças na Constituição e votam indicações para cargos como ministros do STF, embaixadores e direção do Banco Central.








