Lino Alves, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Senado pelo Ceará, apresentou como principal proposta a suspensão do pagamento da dívida pública da União. Em entrevista gravada ao Bom Dia Ceará e exibida nesta sexta-feira (4), ele também defendeu mudanças no sistema de segurança pública, na composição do Supremo Tribunal Federal (STF) e no ensino superior.
Ao tratar da dívida, Alves afirmou que o pagamento impede a atuação do Poder Público. Ele associou o passivo ao que chamou de “ditadura dos banqueiros” e disse que o valor chega a R$ 2,1 trilhões. “Nós queremos, primeiramente, acabar com o pagamento da dívida pública”, declarou.
Na área de segurança, o candidato propôs o fim da Polícia Militar, da Polícia Federal e de todas as polícias que classificou como de repressão. Para o Judiciário, defendeu que ministros do STF e juízes sejam escolhidos por votação, assim como integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo. Alves criticou a atuação do Judiciário e afirmou que a Corte e outras instâncias estariam criando leis.
Para a educação, a proposta apresentada foi garantir gratuidade desde a primeira infância até a universidade. Nesse modelo, o candidato também defendeu o fim do Enem e do Prouni. “Todos vão estudar na mesma universidade”, disse, ao vincular a proposta à defesa de um governo socialista.
Lino Alves de Almeida tem 70 anos, nasceu em Exu, em Pernambuco, e é engenheiro de segurança. Ele foi funcionário do extinto Banco do Estado do Ceará (BEC) e participou do movimento sindical bancário.
Antes da candidatura ao Senado, concorreu a vereador e prefeito de Juazeiro do Norte, além de vice-governador e deputado federal, sempre pelo PSTU. Também participou das eleições de 2018, 2020, 2022 e 2024, sem ter sido eleito.
Duas das três vagas do Ceará no Senado serão renovadas este ano. Os eleitos terão mandato de oito anos. O Senado Federal tem 81 parlamentares, com três representantes por estado.








