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MST define prioridades eleitorais e mantém apoio a João Campos em Pernambuco

Movimento diz que encontro com Raquel Lyra tratou de propostas para o campo, mas não representou apoio à governadora.

MST define prioridades eleitorais e mantém apoio a João Campos em Pernambuco

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantém João Campos como candidato ao governo de Pernambuco, embora tenha recebido Raquel Lyra e discutido com ela uma carta de propostas para a reforma agrária e a agricultura familiar. A definição foi reforçada por Jaime Amorim, dirigente do movimento.

A prioridade nacional do MST, segundo Amorim, é a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Na disputa por vagas no Congresso Nacional, o movimento também concentra esforços no senador Humberto Costa e na deputada estadual Rosa Amorim, ambos do PT. Rosa tenta uma vaga na Câmara Federal, depois de exercer um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

“Vamos seguir o que o PT definiu, que é o apoio a João Campos”, afirmou Jaime Amorim. Ele reconheceu que o candidato não é unanimidade dentro do PT nem do MST, mas disse que o movimento não precisa de consenso interno para fazer campanha por Campos.

Encontros com candidatos

Raquel Lyra esteve no assentamento Normandia, em Caruaru, na última sexta-feira (4), quando participou de um ato político e assumiu compromissos com pautas apresentadas pelo MST. A presença da governadora e candidata à reeleição provocou questionamentos por causa da campanha de Rosa Amorim ao lado de João Campos.

O movimento afirma, porém, que a agenda não significou apoio eleitoral a Raquel. João Campos e Ivan Moraes também participaram de reuniões sobre as mesmas propostas, realizadas no dia 29 de agosto. Jaime Amorim avaliou Ivan como um nome que se diferencia e seria ideal para governar Pernambuco, mas declarou que a orientação política do MST é acompanhar a decisão do PT e apoiar Campos.

O dirigente também disse que o movimento não fará parte do governo, independentemente de quem vencer a eleição estadual. A posição, segundo ele, será manter a atuação fora da administração, com reivindicações e apresentação de demandas.

Propostas para o campo

A carta compromisso reúne reivindicações para a agricultura familiar e a reforma agrária. Entre elas estão o fortalecimento da comissão que media conflitos agrários, a criação de um plano de desapropriação de terras e o reforço do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), com recursos técnicos, humanos e financeiros.

O documento também propõe incentivos para cadeias produtivas como milho crioulo, arroz orgânico, macaxeira, caprinocultura e fruticultura. O MST pede assistência técnica, infraestrutura nos assentamentos e ampliação das compras públicas por meio dos programas de aquisição de alimentos (PAA) e de alimentação escolar (Pnae).

Outra medida defendida é a criação de uma secretaria executiva de agricultura familiar. Na educação, o movimento reivindica 23 escolas de ensino médio no campo e pretende zerar, em quatro anos, o analfabetismo nos assentamentos rurais e nas periferias urbanas. As pautas incluem ainda saúde, cultura, esporte e lazer, além de programas ligados a plantas medicinais, produção de óleo de cannabis e agentes populares de saúde.

A carta foi assinada por Raquel Lyra no dia 4, e por João Campos e Ivan Moraes no dia 29 de agosto. A previsão apresentada pelo MST é que Camila Falcão e Guilherme Fonseca também assinem o documento nos próximos dias.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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