PERNAMBUCO — Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram, nesta segunda-feira (21), propostas para enfrentar o desemprego no estado. A pergunta foi feita na primeira rodada da série “Uma pergunta para todos”, que reuniu os postulantes em entrevistas sobre temas de interesse público.
A questão citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais Pernambuco tem a segunda maior taxa de desemprego do país, atrás apenas do Piauí. O tempo destinado a cada candidato considerou a representatividade do partido no Congresso Nacional. Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), cujas legendas têm, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal, tiveram 1 minuto.
Camila Falcão (UP) propôs o fim da escala 6 por 1, a redução da jornada de trabalho e um aumento de 100% no salário mínimo. Ela também defendeu a criação de frentes emergenciais de trabalho. Na avaliação da candidata, Pernambuco é a 10ª economia do Brasil, mas enfrenta salários baixos e o segundo maior índice de desemprego.
Guilherme Fonseca (PSTU) afirmou que a concentração de renda está entre os principais problemas do estado. O candidato defendeu a taxação das grandes fortunas e o fim da renúncia fiscal para grandes empresas. Os recursos, segundo ele, seriam usados em um plano de obras públicas, com construção de hospitais, creches e moradias. A proposta também inclui o fim da jornada 6 por 1 e jornadas semanais de 40 ou 36 horas.
Ivan Moraes (PSOL) afirmou que o estado deve estimular a criação de empregos de maior qualidade e usar seu poder de compra para priorizar indústrias, empresas e arranjos produtivos locais. O candidato citou a integração entre cultura, turismo, agricultura e tecnologia, além da expansão do Porto Digital para o interior. Também defendeu investimentos em infraestrutura e na formação de jovens para o mercado de trabalho.
João Campos (PSB) afirmou que Pernambuco gerou mais de 500 mil empregos com carteira assinada durante os governos de Lula na Presidência e Eduardo no governo estadual. Ele criticou a destinação de investimentos recentes para outros estados, citando uma fábrica de carros na Bahia e um Data Center no Ceará.
Entre as propostas, Campos citou a conclusão da Transnordestina, com frentes de obras a partir de Suape e do Sertão, a ampliação da rede de ensino técnico e a expansão do Embarque Digital para formar profissionais de tecnologia. Também mencionou a geração de mais de 130 mil empregos com carteira assinada durante sua gestão como prefeito do Recife.
Raquel Lyra (PSD) disse que Pernambuco gerou 200 mil empregos com carteira assinada em três anos e meio de governo. A candidata atribuiu o resultado à melhoria do ambiente de negócios e aos investimentos privados. Ela também citou mais de R$ 26 bilhões aplicados em obras públicas e estruturantes, incluindo hospitais, estradas, acesso à água, escolas e creches.
Lyra defendeu a continuidade dos investimentos para posicionar Pernambuco como líder do Nordeste em inovação e na nova economia.
Renan Hallais (Missão) propôs a industrialização do estado e a agregação de valor a matérias-primas como o gesso do Araripe e a fruticultura de Petrolina. O candidato também defendeu investimentos em infraestrutura e ferrovias para ampliar a quantidade e a qualidade dos empregos, além da renda.







