O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 375 milhões para financiar operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A medida está prevista na Medida Provisória 1.390/2026, publicada nesta quarta-feira (9/9), e os recursos serão usados diretamente nos contratos de financiamento.
O dinheiro será direcionado a assentados da reforma agrária, quilombolas e indígenas. Nas operações de investimento, o limite é de R$ 55 mil por beneficiário, com juros de 0,5% ao ano. Para custeio, o teto é de R$ 22 mil, com taxa de 1,5% ao ano. As linhas do Pronaf A/C, voltadas a cooperativas da agricultura familiar, têm juros de 3% ao ano.
O reforço havia sido anunciado na semana passada pela ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, durante a Expointer, em Esteio (RS). O orçamento inicial de 2026 para o Pronaf A, de R$ 500 milhões, já tinha subido para R$ 625 milhões. Até julho, R$ 522 milhões haviam sido contratados.
Com a demanda adicional represada nas instituições financeiras, o governo liberou os novos recursos até dezembro. A previsão é encerrar o ano com R$ 1 bilhão aplicado para esse público.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que eventos climáticos extremos atingiram regiões com presença significativa de agricultores familiares e ampliaram a necessidade de recomposição produtiva e acesso às linhas Pronaf A, A/C e B. A pasta também apontou aumento extraordinário das propostas durante a execução orçamentária, em nível não previsto na elaboração da LOA.
A suplementação, porém, não cobre toda a demanda. As instituições financeiras identificaram R$ 700 milhões em operações e potencial adicional de R$ 248 milhões. Para concluir o ano com R$ 1,5 bilhão na linha, a necessidade estimada seria de mais R$ 500 milhões.








