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Treze investigados pela CPI da Covid concorrem nas eleições deste ano

Entre os candidatos estão Flávio Bolsonaro, Pazuello, Queiroga, Wilson Lima, Bia Kicis e Ricardo Barros.

Treze investigados pela CPI da Covid concorrem nas eleições deste ano

Treze dos 81 nomes que tiveram o indiciamento recomendado no relatório final da CPI da Covid são candidatos nas eleições deste ano. Entre eles está o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República.

Também concorrem ao Senado Wilson Lima (União-AM), Marcelo Queiroga (PB), Carlos Jordy (RJ), Bia Kicis (DF) e Carlos Bolsonaro (SC), todos filiados ao PL, conforme o levantamento realizado sobre os nomes investigados pela comissão.

A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados reúne Eduardo Pazuello (RJ), Nise Yamaguchi (SP) e Osmar Terra (RS), pelo PL, além de Onyx Lorenzoni (RS) e Ricardo Barros (PR), pelo PP. Mayra Pinheiro (PL-CE) e Marcellus Campêlo (União-AM) concorrem às assembleias estaduais.

Acusações apontadas pela CPI

Pazuello comandou o Ministério da Saúde até março de 2021, durante a crise de falta de oxigênio em Manaus e a distribuição do chamado kit covid. Marcelo Queiroga assumiu o ministério depois. Mayra Pinheiro permaneceu na Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e defendia o tratamento precoce.

Wilson Lima era governador do Amazonas quando ocorreu o colapso sanitário em Manaus, com Marcellus Campêlo à frente da Secretaria de Saúde. Nise Yamaguchi e Osmar Terra foram apontados como defensores do tratamento precoce. Onyx Lorenzoni administrava o auxílio emergencial, enquanto Ricardo Barros era líder do governo na Câmara e foi investigado pelas negociações da vacina Covaxin.

A CPI também atribuiu a Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Carlos Jordy e Bia Kicis atuação nas redes sociais contra medidas de isolamento e vacinação. O relatório recomendou investigações por crimes como epidemia com resultado de morte, prevaricação, emprego irregular de verbas públicas, crimes contra a humanidade e formação de organização criminosa.

Pesquisas da Universidade de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, do Instituto Butantan e da London School estimaram que ao menos 127 mil mortes poderiam ter sido evitadas somente em 2021 se as vacinas tivessem sido adquiridas mais rapidamente. O Brasil encerrou a pandemia com mais de 700 mil mortos.

Investigação e resposta dos candidatos

A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento das denúncias apresentadas pela CPI. Em setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal determinou a abertura de inquéritos policiais para investigar parte dos indiciados. Entre os candidatos citados, ficaram fora dessas investigações Mayra Pinheiro, Marcellus Campêlo, Pazuello, Nise Yamaguchi, Queiroga e Wilson Lima.

Ricardo Barros foi o único candidato a responder aos contatos. Ele declarou ter “absoluta tranquilidade” sobre as acusações e disse que a Procuradoria-Geral da República não encontrou indícios mínimos de sua participação em crimes.

Os candidatos investigados não deverão ser julgados antes das eleições pelos fatos relacionados à pandemia. A votação está marcada para 4 de outubro deste ano.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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