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Debate em Caruaru reúne acusações e propostas para o governo de Pernambuco

João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes discutiram segurança, água, saúde, transporte e corrupção a menos de três semanas do 1º turno.

Debate em Caruaru reúne acusações e propostas para o governo de Pernambuco
Foto: Reprodução/YouTube/TV Nova

João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) trocaram acusações e apresentaram propostas no segundo debate entre candidatos ao governo de Pernambuco, realizado na noite desta quinta-feira (17). O encontro ocorreu no Centro de Convenções do Senac, em Caruaru, no Agreste, e foi dividido em quatro blocos, além das considerações finais.

Os principais confrontos envolveram acusações sobre ataques nas redes sociais, roubo de material de campanha, patrocínio de empresas de apostas esportivas e a atuação da Logo Caruaruense, empresa de ônibus que pertenceu à família de Raquel Lyra. Também foram discutidos saúde, segurança, abastecimento de água, saneamento, transporte e combate à corrupção.

Acusações sobre campanha e segurança

Na abertura, os candidatos responderam por que consideravam merecer o cargo. João Campos mencionou sua atuação como prefeito do Recife. Ivan Moraes defendeu a necessidade de superar o revezamento de herdeiros da chamada velha política.

Raquel Lyra afirmou que pessoas ligadas ao PSB foram detidas por roubar material de sua campanha e disse que houve participação de militantes com camisas roxas em um ato ligado ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), no Recife. João Campos negou ligação com o episódio e pediu direito de resposta.

O ex-prefeito também acusou o governo estadual de manter um grupo para atacá-lo nas redes sociais. Ele afirmou que uma reunião no Palácio do Governo teria tratado da criação desse grupo e disse ter recorrido à Justiça contra um homem citado no debate. Raquel Lyra negou as acusações relacionadas à campanha e usou outro direito de resposta para falar sobre ações de segurança pública.

A governadora afirmou que seu governo contratou mais de 8 mil agentes, comprou viaturas, armamentos e coletes à prova de balas. Como o tempo de resposta foi usado para tratar de tema diferente do questionamento original, a direção do debate retirou 55 segundos de suas considerações finais.

Bets, Compesa e saúde

No segundo bloco, Raquel Lyra questionou a redução de impostos municipais para empresas de apostas esportivas no Recife. Ela relacionou as bets ao crime organizado e aos efeitos sociais do vício em jogos. João Campos respondeu que a mudança ocorreu após a regulamentação federal do setor e aumentou a arrecadação municipal, permitindo, segundo ele, ampliar investimentos em creches, hospitais e infraestrutura.

João também citou uma advogada ligada à campanha de Raquel e supostamente relacionada a uma empresa de apostas. A candidata classificou a acusação como irresponsável. O candidato ainda afirmou que o São João de Caruaru recebeu patrocínio de bets.

Na discussão sobre a Compesa, Raquel Lyra disse que encontrou cerca de 2 milhões de pernambucanos sem acesso regular à água e com baixa cobertura de saneamento. Ela defendeu a concessão parcial da companhia e afirmou que seriam necessários R$ 30 bilhões para universalizar o abastecimento e o tratamento de esgoto.

Ivan Moraes disse que a Compesa nunca foi deficitária e questionou a participação, no consórcio vencedor do leilão, de uma empresa que respondia a processos por suspeita de corrupção na Espanha.

Corrupção e empresa de ônibus

No último bloco de perguntas, Ivan Moraes questionou João Campos sobre a decisão do PSB de liberar a bancada na votação da chamada PEC da Blindagem. A proposta exigia autorização prévia do Congresso para que parlamentares fossem investigados. João afirmou ter sido contrário à medida e disse que a bancada reconheceu um erro de voto.

João Campos também questionou Raquel Lyra sobre seus direitos trabalhistas e citou sua participação societária na Logo Caruaruense, empresa que pertencia ao pai dela, o ex-governador João Lyra. Segundo ele, a companhia acumulou dívidas com trabalhadores durante o período em que ela atuou na empresa.

Raquel respondeu que deixou a sociedade há dez anos, tinha 1% das cotas e não participava da administração. Negou favorecimento à empresa, que encerrou as atividades no início deste ano. Em direito de resposta, afirmou: “as acusações levantadas por João Campos sobre a Logo Caruaruense são falsas”.

Nas considerações finais, Raquel defendeu a continuidade de seu governo. João Campos prometeu investimentos em água, educação, saúde e infraestrutura, incluindo um hospital com 900 leitos na Região Metropolitana. Ivan Moraes apresentou propostas de atenção básica, cultura, lixo zero, privatização zero e um programa estadual de cannabis.

João declarou apoio ao presidente Lula (PT). Ivan também defendeu a reeleição de Lula. Raquel encerrou sua fala pedindo a oportunidade de governar Pernambuco novamente.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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