O candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ao governo de Pernambuco, Guilherme Fonseca, propõe taxar bilionários e acabar com a redução fiscal concedida a grandes empresas. Segundo ele, os recursos ajudariam a financiar um plano de obras públicas, a geração de empregos e o fim da escala 6x1.
Fonseca também defende que a saúde seja administrada pelo estado, sem repasses de recursos estaduais para empresas privadas responsáveis por serviços do setor. A proposta inclui o fortalecimento da rede pública e a ampliação do acesso a leitos, remédios e vagas em hospitais.
“Nenhum centavo para a iniciativa privada”, afirmou o candidato ao apresentar sua proposta. Ele também disse que pretende encerrar os repasses para as Organizações Sociais de Saúde (OSS), que, conforme sua declaração, recebem 30% do orçamento da saúde por meio da administração de serviços públicos.
Na área de emprego, Fonseca afirmou que o plano de obras públicas teria como objetivo ampliar as oportunidades de trabalho. A proposta, segundo ele, prevê empregos com salário e infraestrutura para a população, além de uma jornada diferente da escala 6x1. O financiamento viria da taxação de bilionários e do fim dos benefícios fiscais para grandes empresas.
Guilherme Fonseca é técnico em telecomunicações, licenciado em geografia pela Universidade Federal UFPE e pesquisador do Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE). Ele tem mais de 50 anos de militância política e participou do movimento estudantil contra a ditadura militar, período indicado como 1964-1985.
O candidato foi um dos sete entrevistados no NE1. João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que superaram 5% na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro, participaram de entrevistas com 30 minutos. Os outros candidatos tiveram entrevistas de dois minutos.








