A candidata ao Senado pelo Ceará Catarina Matos, da Unidade Popular pelo Socialismo (UP), afirmou que pretende combater a violência contra as mulheres caso seja eleita. Em entrevista ao Bom Dia Ceará exibida nesta sexta-feira (4), ela também defendeu a ampliação da presença feminina nos espaços de poder e criticou o conservadorismo no Senado Federal.
Catarina disse que sua candidatura representa mulheres trabalhadoras e que o Congresso precisa enfrentar o que chamou de “epidemia de feminicídios”. Ela também criticou projetos de lei e propostas de decreto legislativo que, em sua avaliação, são contrários aos direitos das mulheres.
A candidata afirmou que a participação feminina na política deve ocorrer de forma conjunta. Para ela, a presença de mulheres nos espaços de decisão é necessária para construir as condições que elas consideram merecer.
Propostas da Unidade Popular
Catarina destacou ainda a candidatura de Samara Martins à Presidência da República pela UP na campanha eleitoral de 2026. Segundo ela, Samara é trabalhadora do SUS e mãe, além de defender um programa voltado à classe trabalhadora.
A candidata disse que a UP pretende chamar a população para a organização política. Se chegar ao governo, afirmou, o partido defenderá a criação de conselhos com participação direta na gestão. A proposta, segundo Catarina, parte da avaliação de que os trabalhadores conhecem as necessidades das comunidades.
Catarina Matos é professora de Língua Portuguesa na rede pública do Ceará, integra o Movimento de Mulheres Olga Benário e participou da fundação da UP. Natural de Fortaleza, recebeu o título de cidadã pentecostense, onde trabalhou como professora e ajudou na formação de estudantes secundaristas.
Ela também participou de greves e manifestações de professores do estado nos últimos 10 anos e coordenou a Ocupação Preta Simoa, rede dedicada ao acolhimento e à formação política contra a violência de gênero.
Duas das três vagas do Ceará no Senado serão renovadas este ano. Os eleitos terão mandato de oito anos. O Senado é formado por 81 parlamentares, com três representantes por estado, responsáveis por analisar e votar leis, mudanças na Constituição e indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal, embaixadores e a direção do Banco Central.








