O candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ao Senado pelo Ceará, Reginaldo Ferreira, defendeu a criação de uma lei nacional contra a pulverização aérea de agrotóxicos. A proposta seguiria o modelo da Lei Zé Maria do Tomé, que proibiu esse tipo de aplicação no estado.
A declaração foi dada em entrevista ao Bom Dia Ceará, exibida nesta sexta-feira (4). Reginaldo afirmou que sua principal bandeira é o combate ao agronegócio e à chamada “chuva de veneno”, expressão usada por ativistas para descrever a aplicação de grandes quantidades de agrotóxicos por aeronaves ou drones.
“Essa lei a gente pretende levar para a esfera nacional”, declarou o candidato.
A legislação estadual recebeu o nome de Zé Maria do Tomé, ativista assassinado em 2010 por atuar contra a contaminação por agrotóxicos na Chapada do Apodi. Em 2024, o Ceará criou uma exceção à regra e passou a permitir a aplicação desses produtos por drones.
Críticas ao Congresso
Reginaldo também criticou o Congresso Nacional. Na avaliação dele, o Legislativo atende a empresários, banqueiros, latifundiários e representantes do agronegócio. O candidato defendeu a formação de conselhos populares para que trabalhadores participem das decisões sobre temas de interesse da classe operária.
“Nós vamos fazer conselhos populares”, afirmou. Ele citou o fim da escala 6x1 como um assunto que poderia ser discutido diretamente com os trabalhadores.
Reginaldo Ferreira de Araújo é natural de Limoeiro do Norte, tornou-se historiador e educador e integra o Movimento 21 de Abril e a Central Sindical e Popular Conlutas. Também participa da campanha “Revoga Já – Chuva de Veneno Nunca Mais”, que alerta para os riscos da pulverização de agrotóxicos por drones em comunidades do Vale do Jaguaribe.
O candidato já disputou outros cargos. Foi candidato a vice-prefeito de Limoeiro do Norte em 2008 e a prefeito em 2012. Também concorreu ao Senado em 2010 e ao cargo de vice-governador em 2018 e 2022.








