RIO DE JANEIRO — Candidato à reeleição para deputado estadual pelo PSD, Claudio Caiado defendeu a reorganização do sistema prisional como medida inicial para enfrentar a crise de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. Com o número 55622, ele propôs ampliar o uso de tecnologia nas unidades, impedir a comunicação entre presos e integrantes de facções nas ruas e oferecer atividades de trabalho aos detentos.
“Não existe segurança pública sem o sistema prisional arrumado, sem o sistema prisional funcionando”, declarou.
O deputado também apresentou uma proposta de isenção do IPVA para motoristas profissionais que usam plataformas digitais. O Projeto de Lei 8.321/2026 prevê o benefício para autônomos que tenham transporte ou entrega por aplicativo como única fonte de renda e faturamento anual de até R$ 200 mil. Entre os critérios citados estão pelo menos um ano de atuação na plataforma e uma quantidade regular de viagens.
Caiado afirmou ainda ter participado da criação do programa IPVA em Dia, que permite parcelar débitos atrasados em até 12 vezes, sem juros, com liberação do licenciamento após o pagamento da primeira parcela.
Na área penitenciária, o candidato citou Goiás como referência pelo uso de scanners, tecnologias contra a entrada de celulares e atividades de trabalho para detentos. No Rio, segundo sua avaliação, facções ainda conseguem transmitir ordens para criminosos em liberdade.
O Governo do Estado anunciou a abertura de 5.128 novas vagas no sistema prisional até o fim de 2028, como parte da adequação ao Plano Pena Justa. Em outra operação, 700 policiais participaram de ações em unidades fluminenses, que resultaram na apreensão de 165 celulares. Também estão previstos scanners corporais, drones e sistemas de varredura.
Habitação, educação e saúde
Ex-secretário municipal de Habitação, Caiado defendeu a retomada da produção de moradias para famílias de menor renda e citou um déficit habitacional próximo de 500 mil unidades. Ele mencionou o Morar Carioca, voltado à urbanização de comunidades com obras de saneamento, pavimentação, iluminação, drenagem e recuperação de espaços públicos.
O candidato também apoiou o Casa Carioca, programa destinado a pequenas reformas em imóveis sem condições adequadas de habitabilidade. Em março, 64 famílias receberam imóveis do Morar Carioca do Aço, em Santa Cruz.
Para a educação, propôs a recuperação da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), a expansão do ensino médio em tempo integral e a contratação de mais mediadores para estudantes autistas, com TDAH e outras neurodivergências. “Precisamos revitalizar a Faetec”, afirmou.
Na saúde, Caiado defendeu um prontuário eletrônico único, acessível por unidades municipais, estaduais e particulares autorizadas. A medida, segundo ele, permitiria reunir histórico, alergias e tratamentos anteriores dos pacientes.
Cabos, metrô e eleições
O deputado também defendeu punições para estabelecimentos que compram e revendem cabos e equipamentos furtados. A legislação citada prevê interdição e fechamento definitivo em caso de reincidência, após o devido processo legal. Ele estimou que essa cadeia ilegal movimente cerca de R$ 400 milhões por ano.
Na mobilidade, Caiado propôs a construção da Linha 3, entre a capital, Niterói e São Gonçalo, além da extensão do metrô da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes. Também defendeu o uso integrado de lagoas e canais para transporte aquaviário.
Sobre as eleições, estimou que o PSD possa conquistar entre 11 e 12 cadeiras na Alerj e eleger de seis a sete deputados federais pelo Rio de Janeiro. Ele declarou apoio a Eduardo Paes para o Governo do Estado.
Na disputa pela presidência da Alerj, Caiado afirmou que o PSD tem nomes para concorrer, mas defendeu que a negociação ocorra após o resultado das urnas. Ao pedir a renovação do mandato, disse que pretende continuar atuando em segurança, habitação, saúde, educação, mobilidade e redução de impostos para trabalhadores.








