A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), apresentou um balanço de seu primeiro mandato e definiu prioridades para os próximos quatro anos. Entre os principais pontos estão o combate à fome, o incentivo à agricultura familiar e a defesa da agroecologia.
Com origem na agricultura familiar e experiência de trabalho na infância como boia-fria no interior do Paraná, Marina afirmou que sua atuação política é guiada pelo enfrentamento ao ódio social, ao autoritarismo e à subserviência imperialista. A agroecologia, segundo ela, representa uma forma de produzir alimentos saudáveis com respeito à natureza e justiça social.
Atuação na Alerj
A deputada disse que seu mandato buscou refletir as reivindicações de comunidades do campo, das periferias, das mulheres e da juventude. Ela afirmou que foram aprovados e sancionados 28 projetos de lei em três anos e meio.
As propostas, de acordo com Marina, concentram-se na erradicação da fome e no apoio à agricultura familiar, quilombola, indígena e pesqueira. Também incluem o incentivo a hortas urbanas e quintais produtivos nas periferias fluminenses.
Entre as articulações com órgãos públicos, a parlamentar citou a regularização do assentamento Campo Alegre, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O território tem origem em experiências de reforma agrária iniciadas por Leonel Brizola na década de 1980.
Usina Cambaíba
Marina também relatou a conquista e o tombamento do parque industrial da antiga Usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes. O local foi associado a confissões de agentes da repressão sobre o uso de seus fornos para incinerar os corpos de 12 presos políticos assassinados na Casa da Morte, em Petrópolis, durante a ditadura militar.
“Naquelas mesmas terras onde corpos foram queimados e onde vigorou o trabalho análogo à escravidão, o MST travou uma luta de 26 anos”, afirmou Marina. Segundo ela, o Assentamento Cícero Guedes reúne hoje 185 famílias que produzem alimentos, constroem moradias, organizam cooperativas e mantêm escolas para os filhos.
A deputada classificou a transformação da área como uma reparação histórica relacionada à democracia brasileira.
Próximas prioridades
Marina defendeu a reeleição do presidente Lula e a soberania nacional. Também afirmou que a mobilização popular deve enfrentar a desinformação disseminada pela extrema-direita nas redes sociais e plataformas digitais durante a reta final da disputa eleitoral.
Para o próximo mandato, ela indicou como prioridades o enfrentamento ao fascismo no parlamento fluminense, a ampliação da justiça climática diante dos desastres socioambientais nas favelas e periferias e a garantia de alimento de qualidade e água para as famílias do Estado.









