RIO DE JANEIRO — Uma discussão entre equipes de campanha na Praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, terminou com registro policial e uma notícia-crime contra o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). O episódio ocorreu em 28 de setembro de 2026, em frente ao comitê do também deputado estadual Flávio Serafini (Psol), candidato à reeleição.
Knoploch, que também disputa a reeleição e preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), teria ido ao local para reclamar da música tocada pela campanha adversária. Durante o desentendimento, ele acionou spray de pimenta contra apoiadores e transeuntes e levantou a camiseta, exibindo uma arma de fogo na cintura. A cena foi gravada em vídeo e acompanhada por testemunhas.
Denúncia e pedidos
A candidata suplente ao Senado Maria de Lourdes do Carmo (Psol), conhecida como Maria dos Camelôs, afirmou ter sido atingida pelo spray no rosto, cercada e xingada por assessores do parlamentar. Outras militantes também teriam sido alvo de agressões verbais. A notícia-crime foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral após o registro na 19ª Delegacia de Polícia, com alegações de violência política de gênero, lesão corporal, ameaça e impedimento de propaganda.
Os advogados pediram a preservação e a retirada de vídeos relacionados ao episódio nas plataformas digitais. Também apontaram impulsionamento pago de conteúdos com uso de violência e afirmaram que, dias antes, Knoploch havia divulgado propaganda em suas redes sociais dizendo que responderia a confrontos com spray de pimenta.
Entre as medidas solicitadas estão a proibição de aproximação e de frequência ao comitê de Flávio Serafini, o impedimento de comparecer a atos eleitorais da campanha e de manter contato com vítimas e testemunhas. O pedido inclui ainda a suspensão cautelar do porte de arma e a busca e apreensão do armamento e do spray.
Após o episódio, Knoploch publicou um vídeo em que disse ter agido para defender um idoso e admitiu o uso do spray. Ele declarou que utiliza o produto contra qualquer pessoa que tente agredi-lo. Na manifestação, não mencionou a arma exibida nem as agressões verbais relatadas pelas mulheres.









