O prazo para renegociar dívidas pelo Desenrola Adimplentes foi ampliado até 26 de outubro. A etapa do programa, lançada em junho, atende trabalhadores informais e autônomos sem vínculo CLT que mantêm os pagamentos em dia ou têm atraso de, no máximo, 90 dias.
A extensão por mais 30 dias está prevista na Medida Provisória que criou o Desenrola 3.0. Com a mudança, o período para oferta e formalização dos acordos passou de 90 para 120 dias.
Regras da renegociação
Podem participar pessoas com dívidas de até R$ 15 mil. As operações elegíveis são de crédito pessoal não consignado, e o contrato precisa ter pelo menos quatro parcelas pagas. Os juros oferecidos chegam a 1,99% ao mês.
No lançamento, o Ministério da Fazenda estimou que entre 200 mil e 500 mil pessoas poderiam ser beneficiadas. A pasta informou que a prorrogação ocorreu “para que mais pessoas tivessem a oportunidade de usufruir do programa”, após dificuldades no início das operações.
A Medida Provisória foi publicada na última sexta-feira (25). O Desenrola 3.0 prevê que o governo destine até R$ 15 bilhões para comprar carteiras de dívidas de pessoas físicas com atrasos de 2 anos a 4,5 anos em cartão de crédito, nas modalidades parcelado e rotativo, e crédito pessoal.
Em 10 de agosto, as regras do Desenrola Adimplentes foram alteradas. Todos os bancos participantes passaram a poder usar recursos próprios nas operações, reduzindo a concentração dessa função no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias permanece em patamar historicamente alto desde o fim de 2021. O índice chegou a 49,9% em janeiro, considerando a relação entre o saldo das dívidas e a renda disponível acumulada nos últimos 12 meses.
O comprometimento da renda alcançou 28,9% em junho, maior nível da série. Nesse cálculo, é considerada a relação entre o saldo das dívidas e a renda mensal das famílias.








