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Crédito consignado é aposta do Inter enquanto banco prevê melhora da inadimplência

Banco vê redução gradual dos juros e aposta em novas regras para diminuir problemas operacionais no consignado privado.

Crédito consignado é aposta do Inter enquanto banco prevê melhora da inadimplência

O consignado privado é tratado pelo Banco Inter como uma frente estratégica para o mercado de crédito, com expectativa de redução da inadimplência após mudanças regulatórias previstas para outubro. A avaliação ocorre em um cenário de endividamento elevado das famílias, queda lenta da taxa Selic e sinais de melhora nos indicadores do banco.

A modalidade é voltada a trabalhadores do setor privado com carteira assinada e tem desconto direto em folha de pagamento. Criado em 2003 e relançado com reformulação em março do ano passado, o produto passou a ser chamado de Crédito do Trabalhador.

As taxas médias do consignado ficam próximas de 1,8%, enquanto o crédito pessoal tradicional cobra entre 7% e 8%. O cheque especial e o cartão têm custos ainda maiores. A estimativa apresentada é que o consignado privado seja de duas vezes e meia a quatro vezes mais barato do que o crédito contratado pelo trabalhador no mercado aberto.

O CEO Brasil do Inter, Alexandre Riccio, afirmou que o produto ainda enfrenta dificuldades operacionais. Uma delas é a reivinculação, situação em que o tomador deixa a empresa e a dívida fica sem vínculo por algum tempo. Segundo ele, isso afeta a inadimplência porque o cliente pode não conseguir pagar, e não necessariamente porque não queira quitar o débito.

A partir de outubro, uma nova regulação deverá atuar sobre esse problema. Riccio estima que a evolução da Dataprev e o aprendizado das empresas ao longo de pelo menos mais um ano levem a inadimplência para um nível bem menor do que os 10% atuais, além de favorecerem a redução das taxas oferecidas aos clientes.

A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria, disse que a taxa Selic começa a cair e que os indicadores do banco já mostram uma melhora marginal na inadimplência. Para ela, estímulos fiscais e creditícios concedidos pelo governo federal deram mais fôlego às famílias e surpreenderam no crédito, deixando o ciclo de aperto monetário mais defasado.

“Estamos vendo o pico de inadimplência agora no terceiro trimestre”, afirmou Rafaela. A expectativa apresentada pelo banco é de continuidade da redução nos próximos meses.

Riccio também avaliou que o Desenrola, programa voltado a dívidas antigas de difícil recuperação, tem pouco efeito estrutural sobre a carteira de crédito. Ele afirmou ainda que a proibição das bets tem impacto macroeconômico limitado, embora uma restrição à exposição excessiva possa ajudar a inadimplência e deva ser acompanhada.

Com quase 10 milhões de investidores, sendo 9,6 milhões, o Inter aposta na diversificação do Super App, que reúne mais de 180 produtos estruturais e 400 papéis de renda fixa. A head de Estratégia e Investimentos, Daniela Barreto, afirmou que o banco usa hiperpersonalização e inteligência artificial para orientar clientes.

A assistente virtual Seven atua em ambiente conversacional, com funções como auxiliar na alocação de portfólios, esclarecer dúvidas sobre extratos e realizar parcelamentos. Segundo Daniela, a tecnologia direciona o cliente de acordo com suas características e interesses.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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