O dólar à vista encerrou a terça-feira (22) a R$5,1040, com baixa de 0,08% ante o real. A moeda chegou a atingir R$5,1365, alta de 0,58%, às 9h23, mas perdeu força durante o dia e alcançou R$5,0976, queda de 0,20%, às 16h35. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,01%.
A movimentação ocorreu em uma sessão marcada pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acreditar que um entendimento com o Irã só deverá ocorrer depois das eleições legislativas norte-americanas, em novembro. Também disse que pode “aniquilar a República Islâmica” caso não seja alcançado um acordo de paz.
Mais tarde, Trump afirmou a repórteres que autoridades dos dois países participaram de uma reunião “muito boa”, com duração de três horas, nesta terça-feira. Após os comentários, o dólar atingiu a mínima do dia e depois voltou para perto da estabilidade.
Juros e cenário doméstico
No mercado futuro, o contrato para outubro, o mais negociado no mercado brasileiro, recuava 0,21% às 17h03, cotado a R$5,1115 na B3.
Os investidores também acompanharam a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o noticiário eleitoral. O documento defendeu a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, apesar do arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação.
O Banco Central afirmou que a inflação continua pressionada pela demanda e que a política monetária deve manter caráter restritivo. A economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, identificou no documento um “ganho de convicção na desaceleração da atividade”.
Para Yihao Lin, da Genial Investimentos, a ata mostrou confiança no processo de desinflação. Em comentário escrito, ele afirmou que o documento indica maior inclinação do Copom a continuar reduzindo a Selic nas próximas reuniões.
A possibilidade de um novo corte em novembro, para 13,50%, combinada com eventuais altas dos juros nos EUA, cuja taxa está na faixa de 3,75% a 4,00%, pode reduzir o diferencial entre os dois países e alterar o fluxo de investimentos para o Brasil.
Política e mercado externo
Na corrida pelo Planalto, pesquisa Quaest divulgada na noite anterior mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de 2 pontos percentuais, os dois aparecem em empate técnico. Na semana anterior, Flávio tinha 42%, enquanto Lula registrava 40%.
No exterior, o dólar apresentava sinais mistos ante as moedas de países emergentes e leves ganhos contra as divisas fortes. Às 17h06, o índice do dólar subia 0,10%, a 100,520.
O Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro no fim da manhã.








