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Copom eleva projeções de inflação e mantém decisões condicionadas aos dados

Ata registra cinco cortes consecutivos da Selic e prevê inflação de 5,2% neste ano e 3,9% em 2027.

Copom eleva projeções de inflação e mantém decisões condicionadas aos dados

O Banco Central elevou as projeções de inflação no cenário de referência do Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto manteve a indicação de que as próximas decisões dependerão da evolução dos dados. A estimativa passou de 5,1% para 5,2% neste ano e de 3,8% para 3,9% em 2027. Para o primeiro trimestre de 2028, a projeção ficou em 3,2%.

A ata divulgada nesta terça-feira (22) também registra que a Selic foi reduzida pela quinta vez consecutiva. Na última quarta (16), o Copom cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Desde o início do ciclo de redução, em março, a queda acumulada chegou a 1,25 ponto percentual.

Inflação e próxima reunião

O colegiado afirmou que os dados mais recentes apontam desaceleração da inflação ao consumidor, tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes. O IPCA acumulado em 12 meses até agosto ficou em 4,22%, influenciado pela redução da conta de luz sob efeito temporário do bônus de Itaipu.

O Copom repetiu que o tamanho total do ciclo de cortes será definido à luz de novas informações, diante dos riscos relacionados à evolução dos preços. O objetivo é conduzir a inflação para a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A próxima reunião está marcada para os dias 3 e 4 de novembro. O Banco Central não antecipou os passos seguintes e reforçou a estratégia dependente dos dados adotada na gestão de Gabriel Galípolo.

Atividade e crédito

Na avaliação do Copom, os juros elevados já se refletem na atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026 avançou 0,5% em relação aos três meses anteriores, após crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A menor expansão do consumo das famílias contribuiu para o resultado.

O comitê também observou perda de ritmo no crédito bancário com recursos livres, especialmente nas operações de prazo mais longo. Essas modalidades são mais sensíveis à política monetária do que as de curto prazo ou emergenciais, que têm custo maior.

No cenário usado pelo Copom, a trajetória da Selic projetada pela pesquisa Focus era de 13,75% ao ano em 2026. A taxa de câmbio considerada era de R$ 5,15, e o preço do petróleo seguia a curva futura pelos próximos seis meses, com aumento posterior de 2% ao ano. A meta contínua considera descumprimento quando a inflação permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de 1,5% a 4,5%.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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