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Alianças na Baixada podem definir a disputa pelo governo do Rio

Com 22% do eleitorado fluminense, a região reúne grandes colégios eleitorais e virou alvo das estratégias de Paes e Ruas.

Alianças na Baixada podem definir a disputa pelo governo do Rio

A segurança pública é uma das principais demandas do eleitor da Baixada Fluminense e ocupa espaço central nas campanhas de Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Garotinho. O tema é monitorado pelo Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em redes sociais e notícias locais.

A cientista política Isabel Uchôa, pesquisadora do Lappcom, afirma que a questão aparece com mais força nos municípios da região que registram maiores índices de roubos, furtos e violência. Foi na Baixada que começou o programa Barricada Zero, iniciado pelo prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e depois adotado pelo ex-governador do estado Cláudio Castro.

Para Uchôa, os candidatos não precisam aderir a um discurso de extrema direita, mas devem apresentar uma posição visível sobre segurança. Ruas, Paes e Garotinho têm articulado o assunto em suas campanhas.

Disputa por alianças

A Baixada concentra cerca de 22% do eleitorado fluminense e alguns dos maiores colégios eleitorais do estado, incluindo Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu. Para Uchôa, a construção de alianças com lideranças locais é crucial para vencer a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, embora nenhum cenário ofereça garantia de vitória.

Paes tenta ampliar sua presença regional com a escolha de Jane Reis (MDB) para a vice. Ela é irmã de Washington Reis e já disputou a prefeitura de Magé. A composição fortalece o diálogo com o eleitorado evangélico e reúne uma frente que vai da centro-direita à centro-esquerda, com apoio do MDB, PT e outros partidos.

A aliança com a família Reis também permite a Paes buscar votos que poderiam migrar para um candidato bolsonarista. Em Caxias, panfletos exibem lado a lado as imagens de Paes e Flávio Bolsonaro, embora o candidato do PSD seja aliado de Lula.

Cenários eleitorais

Pesquisas recentes apontam Paes com cerca de 35% das intenções de voto, contra aproximadamente 25% de Ruas. O candidato do PL aparece em crescimento nas últimas semanas. As projeções para um eventual segundo turno ainda favorecem Paes, mas a corrida permanece aberta.

Ruas conta com o apoio de Canella, que renunciou à prefeitura de Belford Roxo para disputar o Senado e indicou Rogéria Bolsonaro (PL) como primeira suplente. Na avaliação de Uchôa, a campanha de Ruas dialoga melhor com uma base já estabelecida e menos flexível, enquanto Paes tem maior capilaridade e trânsito entre diferentes espectros políticos.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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