O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,02%, aos 185.147,15 pontos, depois de uma sessão marcada pela redução das compras e pelo ajuste de posições antes do feriado que manterá o mercado fechado na próxima segunda-feira (7). Na semana, porém, o índice acumulou alta de 5,40%.
O giro financeiro foi de R$ 17 bilhões, movimento interpretado por operadores como sinal de menor disposição dos investidores. Na avaliação de Wagner Atoguia Lima, chefe trader sênior de renda variável da Lince Investimentos, escritório associado ao Safra, o mercado passa a aguardar novas informações sobre o quadro político. Ele também afirmou que as pesquisas eleitorais continuam dando suporte aos negócios, mas que a volatilidade deve aumentar.
Os levantamentos de intenção de voto divulgados ao longo da semana, incluindo o Datafolha publicado na noite da quinta-feira (3), sustentaram o desempenho da Bolsa. As apostas ganharam força com a aproximação, ainda que lenta, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da alta semanal, o Ibovespa avançou 4,36% nos quatro primeiros dias de setembro e acumulou ganho de 14,91% no ano. Marcelo Audi, sócio fundador da Cardinal Partners, afirmou que houve compras por investidores locais e um retorno de estrangeiros em pequena magnitude. Para ele, o movimento levou a uma pausa após a forte valorização, enquanto o mercado acompanha os próximos sinais políticos.
No início do pregão, os negócios foram influenciados por sinais negativos do exterior. O payroll, principal relatório de emprego dos Estados Unidos, mostrou criação de vagas acima do esperado. Ao longo da sessão, contudo, esse impacto foi absorvido pelo mercado local.








