GOIÂNIA — O preço do boi gordo ficou estável na maior parte do Brasil nesta quinta-feira (3/9). Das 33 regiões acompanhadas pela Scot Consultoria, 28 mantiveram as cotações na comparação diária. Houve alta em Goiânia, no sul de Goiás e em Alagoas. Paragominas (PA) e Roraima registraram redução.
Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para os negócios, o boi gordo foi negociado a R$ 345 a arroba, com pagamento em 30 dias. O “boi China” e a novilha tiveram alta de R$ 3 na comparação diária, para R$ 348 e R$ 335 a arroba, respectivamente.
A Scot Consultoria atribuiu o movimento à oferta controlada e à maior disposição dos compradores para adquirir boiadas. As vendas de carne, porém, não avançaram no ritmo esperado. A diferença entre o boi gordo e o “boi China” era considerada estreita, e o ágio funcionava como uma referência para os negócios, não como um prêmio.
Escalas e pressão sobre as cotações
Em São Paulo, as escalas de abate cobriam, em média, uma semana. Parte das indústrias estava programada para a primeira quinzena do mês e oferecia valores abaixo das referências.
De acordo com a Scot, a oferta controlada não representava falta de matéria-prima. Caso as vendas não ganhassem força, a pressão baixista poderia retornar ao mercado.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também acompanha a variação dos preços em diferentes etapas da pecuária de corte, do produtor de bezerro ao atacado de carne. No acumulado de 2026 até 31 de agosto, a maior alta projetada era a do bezerro, de 9,88%. Na sequência apareciam o boi gordo, com 7,90%, e a carcaça casada, com 5,11%.








