O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou no domingo (20) que o mundo ainda não está suficientemente preparado para enfrentar uma nova pandemia. Ele defendeu o fortalecimento da capacidade de resposta dos países e a garantia de acesso a vacinas, diagnósticos e tratamentos nos primeiros 100 dias de uma emergência sanitária.
A declaração ocorreu antes da participação de Tedros na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O dirigente pediu ações concretas, mensuráveis e urgentes para reduzir as falhas que afetam a preparação internacional diante de uma nova ameaça à saúde pública.
Entre as medidas apontadas estão o reforço da vigilância sanitária, da estrutura dos laboratórios e dos sistemas de alerta precoce. Segundo Tedros, esses instrumentos são necessários para identificar ameaças e organizar uma resposta dos países.
Prevenção e acesso a insumos
A preparação também inclui ampliar a prevenção e o controle de infecções, além de proteger os profissionais de saúde. A estratégia defendida pela OMS envolve tanto a detecção de riscos quanto as condições de atendimento durante uma emergência.
Tedros ainda propôs ampliar a pesquisa e a produção de insumos de saúde em diferentes regiões do mundo. A distribuição geográfica mais diversificada dessas atividades, segundo ele, pode contribuir para assegurar os recursos necessários durante uma crise.
A meta apresentada pelo diretor-geral é disponibilizar vacinas, diagnósticos e tratamentos com acesso garantido e preços viáveis nos primeiros 100 dias de uma emergência sanitária. A proposta combina rapidez na resposta e condições para que os países utilizem as ferramentas necessárias contra uma nova pandemia.








