SÃO PAULO — A carne bovina ganhou competitividade em relação a agosto no atacado da Grande São Paulo, apesar de continuar mais cara que as opções suína e de frango. Na parcial de setembro, até o dia 28, um quilo de carcaça casada bovina equivalia a 3,16 quilos de frango resfriado e a 3,17 quilos de carne suína.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que, na comparação com o mês anterior, o frango resfriado teve aumento de 12%, a carne suína subiu 3% e a carne bovina avançou 1%. O preço da carcaça casada bovina permanece em nível elevado diante das carnes concorrentes.
No mercado físico, a alta do boi gordo alcançou 17 das 33 praças acompanhadas pela Scot Consultoria na terça-feira (29/9). Outras 16 registraram estabilidade, com reajustes observados em Mato Grosso do Sul, Pará e partes de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
Referências paulistas
Em Araçatuba e Barretos, o boi gordo foi negociado a R$ 355 a arroba, para pagamento em 30 dias. A cotação do boi China ficou estável. Já os preços da vaca e da novilha subiram R$ 3 e chegaram a R$ 338 e R$ 350 a arroba, respectivamente.
As escalas de abate permanecem concentradas entre seis e sete dias úteis, de acordo com a Safras & Mercado. A pressão é mais presente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, enquanto as grandes indústrias contam com animais de contratos de parceria e de confinamentos próprios. Para Fernando Iglesias, analista da consultoria, “As grandes indústrias ainda operam em situação mais confortável”.
A consultoria também informou que o contrato da B3 para outubro segue com prêmio relevante sobre o mercado físico, mantendo condições atrativas para operações de hedge e proteção de margens.
No atacado de carne bovina, os preços estão nos maiores patamares após os reajustes recentes. A proximidade da virada do mês pode estimular a reposição entre atacado e varejo e abrir espaço para novos avanços no curto prazo, segundo Iglesias.








