SÃO PAULO — A redução das escalas de abate pode abrir espaço para novas altas do boi gordo no curto prazo, especialmente nas compras feitas por frigoríficos de pequeno e médio porte. A avaliação é da Safras & Mercado, que aponta maior dificuldade dessas empresas para completar suas programações.
Na quinta-feira (24/9), os preços permaneceram estáveis em 22 das 33 regiões acompanhadas pela Scot Consultoria. Outras 11 registraram valorização. As altas ocorreram em Cuiabá e nas regiões norte, sudeste e sudoeste de Mato Grosso; no norte e no sul de Tocantins; em Redenção e Marabá, no Pará; no sul de Goiás; no noroeste do Paraná; e no sudeste de Rondônia.
Negócios pontuais
Depois dos reajustes observados no dia anterior, os pecuaristas aumentaram a oferta de animais. As indústrias, porém, concentraram as compras no atendimento das escalas até o fim do mês, com atenção aos preços e ao controle dos estoques. Os negócios ficaram dentro das referências, sem novos reajustes necessários.
Em Araçatuba e Barretos, em São Paulo, o boi gordo continuou cotado a R$ 355 a arroba para pagamento em 30 dias. Também não houve mudança nas referências do “boi China”, da vaca e da novilha.
Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras, as grandes indústrias trabalham com mais conforto devido à oferta de animais de contratos de parceria e ao uso de confinamentos próprios. “As grandes indústrias, por outro lado, ainda operam com maior conforto”, afirmou.
No atacado, a carne bovina tinha preços acomodados. A Safras avaliou que o consumo sem estímulos relevantes e a concorrência da carne de frango limitam a possibilidade de valorização dos cortes bovinos. “A ausência de estímulos relevantes ao consumo” continua restringindo esse movimento, disse Iglesias.
O Cepea registrou, na parcial de setembro até o dia 23, média de R$ 350,75 a arroba para o boi gordo em São Paulo, pelo indicador Cepea/Esalq. A carcaça casada no atacado paulista ficou em R$ 362,85 a arroba, diferença de R$ 12,10 a favor da carne.







