O indicador Cepea/Esalq encerrou a sexta-feira (25/9) com preço médio de R$ 358,80 a arroba, alta semanal de 1,67%. Desde o início de setembro, o avanço acumulado chegou a 4,18%.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o boi gordo permaneceu cotado a R$ 355 a arroba para pagamento em 30 dias. Os preços do boi China, da vaca e da novilha também ficaram estáveis.
Diferenças entre as regiões
A Scot Consultoria informou que 29 das 33 regiões monitoradas não registraram mudança no preço do boi gordo na comparação diária. Houve alta no norte de Minas Gerais, no oeste da Bahia, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.
A oferta de bovinos continuou limitada, e os frigoríficos ajustaram as compras de acordo com o andamento das escalas de abate. No começo da semana, as indústrias elevaram as ofertas para ampliar a programação. Com alguma cobertura e diante do consumo mais fraco no fim do mês, parte dos compradores deixou as compras em segundo plano e passou a esperar o comportamento do mercado.
Esse movimento alternou recomposição das escalas, afastamento temporário das compras e retorno às negociações quando a programação voltou a encurtar. “Enquanto a oferta permanecer curta, esse comportamento tende a limitar quedas consistentes nas cotações”, afirmou a Scot Consultoria. A consultoria acrescentou que a demanda mais fraca freia novas altas, mas não necessariamente pressiona os preços para baixo.
Escalas de abate
A Safras & Mercado avaliou que o encurtamento das escalas mantém a possibilidade de novos reajustes no curto prazo, sobretudo entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que têm mais dificuldade para completar a programação. As grandes indústrias, segundo a consultoria, operam em posição mais confortável com animais de contratos de parceria e confinamentos próprios.
No atacado de carne bovina, a Safras informou que os preços terminaram a semana em níveis mais altos. A proximidade da virada do mês tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo, abrindo espaço para novos reajustes no curto prazo.






