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Bancada da Bala soma 558 propostas de segurança entre 2428 iniciativas

Levantamento mostra que 11 dos 43 deputados dedicaram mais da metade de suas proposições ao tema entre 2023 e 2026.

Bancada da Bala soma 558 propostas de segurança entre 2428 iniciativas

A Bancada da Bala apresentou 558 proposições relacionadas à segurança pública entre 2428 ações legislativas analisadas no período de 2023 a 2026. O tema representou 23% da produção dos 43 deputados que já integraram a articulação, formada por parlamentares de diferentes partidos e trajetórias ligadas às forças de segurança ou à política tradicional.

Apenas 11 deputados destinaram mais da metade de seus projetos de lei, requerimentos, propostas de emenda à Constituição (PECs) e outras proposições à área. A lista inclui Guilherme Derrite, General Girão, Coronel Assis, Gilvan, o Federal da Direita, Eduardo Bolsonaro, Delegado Fábio Costa, Palumbo, Sargento Fahur, Sargento Portugal, Capitão Alden e Cabo Gilberto Silva.

Quem concentrou mais ações

O maior percentual de dedicação aparece entre General Girão, com 76,5% das propostas voltadas à segurança pública, e Coronel Assis, com 71,4%. Guilherme Derrite e Eduardo Bolsonaro não cumpriram a totalidade dos mandatos: Derrite assumiu a Secretaria de Segurança de São Paulo, enquanto o mandato de Eduardo Bolsonaro foi cassado em dezembro de 2025.

A proporção, porém, não coincide necessariamente com o volume total de iniciativas. Nicoletti destinou 33,9% de suas 115 ações parlamentares ao tema e ficou em segundo lugar no número absoluto, com 39 proposições. General Pazuello liderou esse ranking, com 96 ações relacionadas à violência entre suas 201 proposições.

Articulação política

Para Fabrício Gomez, especialista em segurança pública e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a identidade da bancada está associada ao discurso de combate à criminalidade, mas não se limita à defesa do endurecimento das leis penais ou da ampliação do acesso às armas. “Falar de crime, de violência e de punição gera visibilidade política”, afirmou.

Um estudo publicado na Revista Cronos, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), identificou presença expressiva de policiais militares entre deputados eleitos pela primeira vez em 2018 e 2022. A trajetória profissional na segurança pública também passou a ser usada como recurso eleitoral, segundo a análise.

O cientista político André César Pereira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avaliou que a pauta pode oferecer retorno eleitoral mesmo a parlamentares sem origem nas forças de segurança. Para ele, mensagens sobre combate ao crime, proteção de policiais, endurecimento de penas, restrição de benefícios de presos e acesso a armas podem ser transformadas em propaganda.

Limites da contagem

O percentual de proposições sobre segurança ajuda a identificar prioridades temáticas, mas não mede sozinho a influência dos deputados nas políticas públicas. Participação em comissões, relatorias, votações, negociações e aprovação de projetos também são elementos necessários para avaliar a atuação parlamentar.

Neuriberg Dias, diretor técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), afirmou que a bancada funciona como espaço de articulação entre partidos quando há convergência em uma pauta. Ele citou a derrubada do veto presidencial às restrições à chamada saidinha de presos como exemplo de uma votação que mobilizou diferentes grupos.

A análise considerou os perfis dos deputados eleitos para o mandato 2023-2026 disponíveis no site da Câmara dos Deputados. Foram reunidos projetos de lei, requerimentos, PECs e outras proposições assinadas pelos parlamentares, classificadas entre segurança pública e outros temas. As assessorias dos deputados listados foram procuradas por e-mail e outros contatos ao longo de duas semanas, mas não haviam respondido até o momento informado.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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