Osasco, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Osasco 20°C 18° / 27° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A economia que move o interior
Agro

Chuvas e calor mudam o risco para o açúcar nas grandes regiões produtoras

Hedgepoint prevê impactos diferentes do El Niño sobre Brasil, Ásia e União Europeia, com efeitos na colheita e nas próximas safras.

Chuvas e calor mudam o risco para o açúcar nas grandes regiões produtoras

A projeção de produção de açúcar da União Europeia foi reduzida pela Hedgepoint Global Markets de 13,8 milhões para 13,1 milhões de toneladas. O novo cálculo representa queda de 17% em relação à safra 2025/26 e fica 2,2% abaixo da estimativa da Comissão Europeia. A revisão ocorreu após um verão excepcionalmente quente e seco, embora a umidade registrada desde o final de agosto tenha trazido algum alívio ao desenvolvimento da beterraba sacarina.

Chuvas excessivas no outono ainda podem dificultar a colheita europeia. O cenário faz parte de uma avaliação da Hedgepoint sobre os efeitos de um El Niño de forte intensidade no mercado global de açúcar. A maioria das agências meteorológicas espera que o fenômeno alcance o pico entre o final de 2026 e o início de 2027.

Brasil entre a colheita atual e a próxima safra

No Centro-Sul brasileiro, as previsões indicam chuvas acima da média entre outubro e dezembro, período que reúne a primavera e o início do verão. Para a colheita em andamento, a umidade pode prolongar as interrupções, reduzir os níveis de Açúcar Total Recuperável (ATR) e diminuir a eficiência das operações.

“No curto prazo, chuvas adicionais provavelmente prolongarão as interrupções na colheita, reduzirão os níveis de ATR e diminuirão a eficiência operacional”, afirma Lívea Coda, coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint.

A mesma condição pode favorecer o desenvolvimento da cana destinada à safra de 2027/28. As estimativas da consultoria já incorporam parte dos efeitos sobre o ATR e a colheita, mas as previsões de precipitação mantêm o risco de uma revisão para baixo. Uma oferta mais restrita no quarto trimestre de 2026 e no primeiro trimestre de 2027 pode dar suporte adicional ao contrato de março.

Seca e calor pressionam a Ásia

Índia e Tailândia enfrentam temperaturas elevadas e menor disponibilidade de umidade durante fases críticas do desenvolvimento da cana. Na Índia, o estresse térmico aumenta as preocupações com rendimento, recuperação de açúcar e eficiência da moagem. Lívea afirma que o país pode precisar de novas quotas de importação durante a safra 26/27.

Na Tailândia, a previsão combina chuvas abaixo do normal e temperaturas acima da média até o início de 2027. Como a produção depende fortemente de cana irrigada pela chuva, o déficit de umidade e o calor representam risco para a produtividade e o teor de açúcar. As chuvas previstas para novembro ainda podem ajudar o desenvolvimento da cultura e limitar a antecipação da colheita. A expectativa é que os trabalhos comecem apenas em dezembro.

Na Indonésia, a estação chuvosa deve chegar mais tarde e durar menos que o normal em grande parte do país, especialmente em Java, uma das principais regiões produtoras de cana. O impacto sobre a safra atual tende a ser menor, mas há preocupação com a produção futura.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5